Mostrando postagens com marcador » Por Fúlvia e Suzie. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador » Por Fúlvia e Suzie. Mostrar todas as postagens

Os cães reconhecem nossas expressões faciais?

Mais um texto interessante...

Os cães reconhecem nossas expressões faciais?


Boa pergunta; uma que é difícil saber a resposta. Esta pergunta inclui outras: os cães aprendem a associar um sorriso com coisas boas? Ou um franzir de sobrancelhas? Os cães são capazes de “ler” nossas expressões faciais porque as deles são parecidas com as nossas? Ou nenhuma de nossas expressões tem afeito nos cães? Eles sabem do nosso estado emocional e futuro comportamento devido a pistas de nossas vozes, postura corporal?


O fórum de Ciência Canina, em Viena, tratou exatamente deste assunto. Anais Racca, da Universidade de Lincoln (Reino Unido), mostrou 6 imagens a 21 cães, sendo 2 delas de uma pessoa e um cão com olhar “negativo” (cara de poucos amigos), 2 “neutras” e 2 “positivas” (humano sorrindo e cão com a boca relaxada). Eles anotaram o que chamam de “Índice Lateral”,ou com que frequência os cães desviavam os olhos para a esquerda, para a direita ou não o desviavam. Em pesquisas humanas, acredita-se que as emoções mais negativas são processadas no hemisfério direito (desviar os olhos para a esquerda) e vice-versa.


A questão principal era se os cães responderiam de forma parecida às expressões das pessoas e dos cães. Os cães eram mais sensíveis às expressões faciais de sua própria espécie MAS mostrou respostas diferentes às expressões “positivas” e “não positivas” (negativas e neutras) em humanos e outros cães. Curiosamente, as expressões humanas “neutras” eram avaliadas de forma negativa – tendemos então a agrupar “neutra” na mesma categoria de “negativo”, assim como os cães.


Este é um estudo pequeno, mas interessante. Muitos cães conseguem ler as nossas expressões faciais. Assim como pessoas, alguns cães se saem melhor que outros. Seria interessante que o estudo continuasse, e mostrasse a diferença entre a interpretação correta das expressões faciais de outras espécies adquirida e inata.


Você já teve um cão mais atento às suas expressões faciais (ou de outras indicações de seu humor)? A Suzie percebe muito mais minha linguagem corporal que expressão facial, embora ela reconheça um sorriso de uma cara amarrada... Se me dão licença, vou lá dar um sorriso e abrir os braços pra ela: com certeza receberei um abraço e muitas lambidas. Ô coisa boa!!!


Fonte: The Other End of The Leash

Mitos da Dominância

Este tema vem sendo recorrente nos últimos meses aqui no Brasil, mas já é discutido há muito mais tempo lá fora. Este texto nos mostra alguns dos mitos da dominância.

Mitos da Dominância - Suzanne Hetts


Este é um artigo retirado do blog de Patricia B. McConnell, uma palestra de Suzanne Hetts, na qual ela discursou sobre o que é ou não verdade quando se trata de dominância. Abaixo, leia algumas informações importantes no que se trata sobre os mitos da dominância.

  1. A maioria (todas?) das interações entre os cães são competitivas (passar primeiro na porta, pegar os brinquedos etc). Mito. A verdade é que muitas das interações entre os cães não são competitivas. Um ótimo exemplo é o cabo de guerra. Algumas pessoas dizem que você deve ganhar sempre, ou o cão não o respeitará. Ainda assim, muitos cães adoram brincar de cabo de guerra, por diversão mesmo, e lhe devolvem o brinquedo se este cair. Alguns cães não brincam de cabo de guerra entre si; apenas querem o brinquedo para eles. Conclusão: algumas interações podem ser competitivas, mas muitas não o são.

  2. Dominância é Controle e Obediência. A confusão entre “dominância” e “obediência” é bem difundida, mas NÃO são a mesma coisa. “Dominância” é quem ganha, em uma interação competitiva, algo que ambos desejam, não sobre responder a um comando. Chamar seu cão não tem nada a ver com “dominância social”, o cão vindo quando chamado ou não! A confusão destes dois conceitos causaram muitos problemas no adestramento canino, e também nos cães.

  3. Todos os cães são “alpinistas sociasi” e estão sempre prontos a desafiar os outros (humanos ou cães) no ranking social. Mito. Primeiro, muitas pessoas afirmam que conhecemos pouco sobre “dominância” entre duas espécies, sabemos mais sobre na mesma espécie. Segundo Suzanne, a maioria dos cães domésticos são predispostos a ser subordinados aos humanos. Não é verdade que todos os animais de um grupo social “querem” estar no topo do ranking. O custo de ocupar postos mais elevados é muito alto, e os benefícios de ser subordinado são muitos.

  4. Alguns cães são “dominantes”. Calma aí! Dominância descreve um relacionamento, não personalidade ou indivíduo. Se você tem dois indivíduos e um pedaço de comida, que os dois querem, entre eles, um deles será descrito como “dominante” se ele pegar a comida em 20 de 20 tentativas. Isto é tudo o que o conceito significa, e como é visto cientificamente. O que geralmente não é considerado pelo público em geral e defende “ser dominante” sobre o cão, é que o contexto depende de algumas coisas. O indivíduo A pode pegar o osso todas as vezes, mas o indivíduo B pega o melhor lugar para dormir. A motivação e o contexto são tudo, e o comportamento em um contexto NÃO prediz o comportamento em outro.

Suzanne mostrou que devemos respirar fundo e nos educarmos sobre o que a ciência realmente quer nos dizer sobre relacionamentos sociais.

Fonte: The Other End of the Leash (blog)


Redução do Medo

Um texto que achei excelente, da Patricia McConnell, sobre a redução do medo canino utilizando métodos positivos.

Redução do Medo

Gentileza e petiscos não reforçam o medo, reduzem-no

Por Patricia B. McConnell, PhD


É inevitável: quando acariciamos nosso cão enquanto ele tem um ataque de medo, vem aquela vozinha e nos diz: “Desse jeito você o está ensinando a ter ainda mais medo”. Mas, isto não é verdade.


Nos ensinaram que confortar um cão quando ele tem medo piora o problema. Parece lógico: seu cão ouve um trovão, corre para você e ganha um carinho. Pronto! Acabamos de reforçar seu comportamento de correr quando ouve um trovão e, pior ainda, de temer tempestades. Mas não é isso que acontece, e veja por que. Primeiro, nenhuma quantidade de carinho fará valer a pena para o cão ter um ataque de pânico. O medo não é bom para humanos nem para cães. A função do medo é mostrar ao corpo que já perigo e que o indivíduo que sente medo tem que fazer alguma coisa para que o perigo e, consequentemente o medo, ir embora.


Imagine que você está tomando sorvete e alguém tenta invadir sua casa no meio da noite. Será que o prazer de tomar sorvete “reforça” seu medo, deixando você com mais medo ainda na próxima vez? Na verdade, as coisas acontecem de outro jeito – você pode desenvolver um certo desconforto com o sorvete. Uma coisa é certa: você não terá mais medo se um ladrão aparecer no meio da noite porque você estava tomando sorvete na primeira vez que aconteceu.


Uma pesquisa mostra que acariciar um cão que tem medo de trovão não diminui o nível de estresse quando ele é acariciado. Se o estresse não diminui, como este fato pode ser recompensador? Antes de pensar que seu carinho acalma seu cão, note que: 1) eu não sou a autora da pesquisa; 2) meus próprios cães se acalmam quando os acaricio durante tempestades; e 3) eu não ligo para o que diz a pesquisa, me faz me sentir melhor, não faz mal algum e eu farei do mesmo jeito.


Estudando o Estresse

Brincadeiras à parte, é importante saber sobre o que trata o estudo. Os autores mediram a produção de cortisol, um hormônio relacionado ao estresse. Notaram que os níveis de cortisol não diminuíram quando os cães eram acariciados por seus tutores durante tempestades. (O fator mais importante na redução do cortisol era a presença de outros cães). Curiosamente, outra parte da pesquisa nos laços afetivos mostrou que embora os níveis de cortisol diminuam em pessoas quando estas interagem com cães, o cortisol não diminui nos cães no mesmo contexto. Mas, em ambas espécies, outros hormônios e neurotransmissores aumentam, como a ocitocina, prolactina e beta-endorfina – substâncias associadas a bons sentimentos e laços afetivos. Então, mesmo que acariciar seu cão não diminua o nível de cortisol associado ao estresse, é possível que algo de bom aconteça.


Por outro lado, não é possível que acariciar seu cão o fará ter ainda mais medo quando tiver outra tempestade. A afirmação que esta atitude deixará seu cão ainda mais medroso datam das décadas de 1930 e 1940, quando não se era de bom tom pegar crianças no colo para confortá-las. Este pensamento foi abolido há muito tempo por psicólogos, quando pesquisas deixaram claro que crianças que podem contar com os pais são crianças mais felizes, não dependentes e nem medrosas.


Uma Aproximação Clássica

O maior dano causado pela máxima “não acaricie o cão” não está relacionado às tempestades, mas às armadilhas de tentar explicar o contra-condicionamento clássico (CCC). CCC pode ser uma maneira muito eficiente de mudar um comportamento, já que muda as emoções que ocasionam este comportamento. Um exemplo típico aplicado em comportamento animal é ter visitas dando petiscos a um cão que tem medo de estranhos.


Alguém pode perguntar “Mas dar petiscos ao cão quando este late e rosna não tornará o caso pior? Ele não será recompensado por latir e rosnar?”. A resposta é: Não, não se este comportamento é ocasionado pelo medo. Lembre: medo não é legal e um pouco de comida, não importa quão gostosa é, não diminuirá o desejo do cérebro de evitá-lo.


Jogar petiscos (ou brinquedos) para um cão com medo pode ensiná-lo a associar a aproximação de estranhos a algo bom, desde que os petiscos sejam realmente bons e o estranho esteja longe o bastante para evitar inibir o cão. CCC é uma das ferramentas mais importantes de um comportamentalista, mesmo sendo difícil convencar as pessoas de usá-lo. Parece que estamos recompensando um cão por se comportar mal, e na nossa natureza punitiva, em nossa sociedade “você tem que ser dominante sobre o cão”, é difícil para algumas pessoas fazê-lo. Mas é exatamente o que fiz quando ajudei minha Border Collir Pippy Tay, quando ela desenvolveu medo de tempestades.


CCC é uma das muitas maneiras que podemos usar para ajudar um cão com medo de trovão. Eu uso algumas das técnicas descritas abaixo com sucesso, sejam sozinhas, como no caso da Pippy Tay, ou combinada com outros métidos: terapia de ferormônio, slings, acupuntura, acupressura, mudança na dieta e, em casos mais sérios, com medicação. Se seu cão tem medo de trovões, você faz bem em consultar um comportamentalista ou veterinário comportamentalista para lhe dar assistência e ajudar a escolher o melhor método para você e seu cão.


Petiscos Trovão

Eu e Pippy corríamos e jogávamos bola toda vez que uma tempestade se aproximava. Pip adorava jogar bola e eu queria que ela associasse os sentimentos que ela tinha quando brincava com a baixa da pressão no barômetro. Quando a tempestade caía, entrávamos e eu lhe dava um pouco de carne sempre que ouvíamos um trovão, não importando como Pip se comportava. Não estava preocupada com seu comportamento; eu me focava nas emoções que causavam o comportamento.


Até coloquei o trovão como comando. “Oh, Pippy, você vai ganhar petiscos trovão!”, dizia toda vez que ouvíamos o trovão. Estas palavras foram inventadas às três da manhã mas, por dois verões, eu mencionava “petiscos trovão”, abria a gaveta ao lado da cama e lhe dava petiscos depois de cada trovão. No fim do verão, Pip parou de arranhar meu rosco na tentativa de cavoucar minha boca para se esconder da tempestade. Ela passou a dormir durante tempestades moderadas, sem nem mesmo acordar para pedir petiscos. Ela vinha a mim quando o barulho era muito alto, mas demonstrando pouco medo.


Com a melhora da Pip, me condicionei em outra direção. Comecei a não gostar de tempestades, porque até mesmo a mais silenciosa delas significava que eu tinha que ficar acordada tempo o bastante para lhe dar petiscos depois de cada trovão. Agora que Pip se foi, parece que terei que fazer tudo de novo com Lassie, minha outra Border Collie, de 14 anos, que também tem medo de trovão. Hunf. Talvez eu deva me dar um pedaço de chocolate toda vez que eu der um petisco para Lassie!


O Medo é Contagioso

Eu seria negligente se não mencionasse o modo como você pode piorar o medo do cão, que é você mesmo ficar com medo. O medo é tçao persuasivo que é fácil de espalhá-lo. “Contágio emocional” é o termo etológico usado para descrever a difusão do medo dentro de um grupo, e é uma ocorrência comum em espécies sociais. Se você quer que seu cão tenha medo de trovão, estranhos ou outros cães, é só você ficar com medo destas coisas. Se você tem medo de trovão, é totalmente possível que seu cão pegue isso e fique mais nervoso.


Mas, se você tem medo, nem tudo está perdido. Vcê pode acalmar as coisas se concentrando em seu corpo – diminuir sua respiração e seus movimentos, mudar sua postura para uma mais confiante e relaxada e falar devagar e calmamente. Estas ações tem o efeito benéfico de alterar tanto suas próprias emoções como as de seu cão. Quanto mais calmo você estiver, mais calmo seu cão se sentirá.


Eu tinha isso em mente quando disse “Oh, Petiscos trovão!” e dei a Lassie petiscos do criado mudo. Eu tinha muito mais razões para ter medo que ela – ela não sabia que o porão estava inundando, a água estava ameaçando o estábulo e as rodovias estavam cheias de água. Tudo que ela sabia era que a cada trovão ela ganhava um pedaço de frango e achava que era um jogo bacana. Ela acalmou logo, enquanto eu fiquei acordada por horas. Acho que é mesmo hora de eu colocar um pouco de chocolate no meu criado mudo. Se, na próxima vez que meus amigos me virem, notarem que eu ganhei um pouco de peso, eles saberão que foi por causa da tempestade de verão.


Sinais de estresse

Estou lendo um livro muito legal da Pat Miller e resolvi que algumas coisa são muito importantes para que fiquem só comigo: é bom compartilhar com vocês todos. Pelo bem de nossos cães e da gente também!

Sinais de Estresse

Aprenda a reconhecer os sinais de estresse em seu cão


Donos conscientes estão sempre prestando atenção aos possíveis sinais de estresse em seu cão, aliviando a tensão quando estes ocorrerem. Aqueles cujos cães se estressam facilmente geralmente se tornam super vigilantes, prestando atenção aos mínimos sinais que antecipam os comportamentos relacionados ao estresse mais óbvios para impedir reações desagradáveis.


Se mais donos se conscientizassem dos sinais sutis de estresse, menos cães morderiam. Isso seria ótimo.


Porque desestressar ajuda

Existem muitas razões que tornam importante o fato de procurar por sinais de estresse, incluindo:


  • O estresse é a principal causa universal de agressão.

  • O estresse pode ter um impacto negativo na saúde do cão.

  • A habilidade do cão de aprender é prejudicada quando ele está estressado.

  • O cão responde mal aos comandos quando estressado.

  • Condicionamento negativo clássico pode ocorrer como resultado de estresse.


Por todas estas razões, e outras mais, vale a pena verificar se seu cão demonstra algum sinal de estresse e fazer o melhor para tornar-lhe a vida mais fácil.


Abaixo estão listados alguns comportamentos que indicam estresse, mas que muitos deixam passar. Em cada um deles, o curso de ação imediata e apropriada é identificar o causador do estresse e descobrir como diminuir a intensidade deste estímulo. Em muitos casos basta aumentar a distância entre seu cão e o causador de estresse – seja uma criança, outro cão, barulho muito alto, pessoas de uniforme, homens de barba...


Se possível, remova o que causa estresse do ambiente. Se ele se estressa quando você grita com ele, com coleiras que dão choque ou com o barulho dos carros de corrida na televisão, simplesmente pare de expô-lo a estas coisas. Para todos aqueles que não podem ser removidos, um programa de contracondicionamento e dessensibilização pode mudar a associação do cão com o que lhe causa estresse de negativo para positivo.


Sinais de estresse

Anorexia

O estresse causa a perda do apetite. Um cão que não aceita petiscos, mesmo os mais gostosos para ele, pode estar só distraído ou sem fome, mas geralmente é um indicador de estresse.


Sinais para acalmar ou de submissão

Nem sempre indicam estresse. Sinais para acalmar e que mostram submissão são ferramentas de comunicação importantes no dia a dia para manter a paz na hierarquia social e geralmente são oferecidas pelo cão em interações calmas e sem estresse.


Geralmente são oferecidas pelo cão que tem um lugar mais baixo para outro que tenha um posto mais alto no grupo social para promover a tranquilidade do grupo e a segurança dos cães mais subordinados. Quando oferecidos juntamente com outros comportamentos, podem ser indicadores de estresse. Estes sinais incluem:


  • Se mover lentamente: Os cães mais subordinados parecem se mover em câmera lenta.

  • Lamber os lábios: Os cães mais subordinados lambem os lábios dos cães com posto mais alto na matilha.

  • Sentar / Deitar / Deitar de barriga pra cima: Os cães mais subordinados mostram submissão ao “diminuir” o tamanho do seu corpo, além de expor suas partes vulneráveis.

  • Virar a cabeça / Desviar os olhos: Os cães subordinados evitam contato com os olhos e expõe o pescoço.


Prevenção

O cão se vira; fica parado; evita contato com o dono; evita os petiscos.


Expressão assustada

Aparecem rugas na testa e em volta dos olhos do cão.


Problemas digestivos

Vômitos e diarreia podem ser sinais de doença ou de estresse; o sistema digestivo reage bastante ao estresse. Enjoos no carro geralmente são uma reação de estresse.


Comportamentos de substituição

São comportamentos executados no esforço de resolver um conflito estressante para o cão, não relacionado à hierarquia. Podem ser observados em um cão que está estressado e isolado (por exemplo, um cão deixado sozinho na sala de exame do veterinário), diferenciando-os de comportamentos relacionados à hierarquia.


Estes comportamentos incluem:


  • Piscar: Os cães piscam mais rápido que o normal.

  • Lamber o nariz: Lambem o nariz repetidamente, muitas vezes.

  • Ranger os dentes.

  • Se coçar.

  • Se chacoalhar. Se o cão está molhado, é normal. Se ele estiver seco, não.

  • Bocejar.


Babar

Pode ser um indicador de estresse – ou uma resposta à presença de comida ou pode indicar um machucado na boca.


Se limpar excessivamente

O cão lambe ou mordisca as patas, flanco, cauda e genitais, podendo chegar ao ponto de automutilação.


Hiperatividade

Comportamento desvairado, andar sem descanso, algumas vezes mal interprateado como “ignorar” o dono.


Problemas do Sistema Imune

Ficar estressado por muito tempo enfraquece o sistema imunológico. Os problemas relacionados ao sistema imune melhora quando os níveis de estresse do cão diminuem.


Falta de atenção

O cérebro tem dificuldade de processar informações quando estressado.


Ficar encostado / “grudado” em alguém

O cão estressado procura contato humano para se tranquilizar.


Abaixar o corpo

Se esgueirar, agir como culpado ou afastar-se sorrateiramente (todas má interpretações da linguagem corporal canina) podem ser indicadores de estresse.


Beliscar / mordiscar

Usar a boca na nossa pele – pode ser um filhote explorando ou maus modos de um cão adulto, mas também podem ser expressões de estresse, variando de uma gentil mordiscada (como se estivesse nos coçando), morder nossos dedos quando pega um petisco até mordidas mais dolorosas e sérias.


Transtornos Obssessivo-Compulsivos

Incluem caçar moscas imaginárias, perseguir luzes e sombras, perseguir a cauda, comer objetos, “mamar” os flancos, automutilação e outros. Embora estes transtornos possam ser de origem genética, o comportamento em si geralmente é causado pelo estresse.


Ofegar

Respiração rápida, superficial ou pesada sem o cão estar aquecido ou ter acabado de se exercitar.


Movimentos rígidos

A tensão pode causar um endurecimento dos movimentos das patas, cauda e corpo.


Espreguiçar-se

Para relaxar os músculos tensos devido ao estresse, muitos cães se espreguiçam (pode ocorrer depois de acordar ou de ficar muito tempo no mesmo lugar).


Patas molhadas / suadas

O cão deixa pegadas de suor no chão, mesa de exame ou tapetes.


Tremer

Devido ao estresse (ou frio!).


Chorar

Uma vocalização aguda, que irrita a maioria dos humanos, é um indicador de estresse. Embora algumas pessoas a interpretem como excitação, um cão que está excitado a ponto de choramingar também está estressado.


Bocejar

Principalmente quando o cão não parece estar fatigado.


Mesmo nós, humanos, temos uma necessidade biológica de usar a linguagem corporal para expressar e aliviar o estresse.


Sem Provocação

Quase todo título “Cão Machuca Criança” é seguido por um artigo que inclui, entre outras coisas, estas duas frases:


  1. O cão sempre foi bom com crianças” e;

  2. Ele mordeu sem nenhum motivo”.


A maioria das pessoas que pensa que seu cão é “bom com crianças” não percebem que muitos apenas as toleram – na verdade os cães ficam estressados na presença delas, pelo menos em algum grau. Estes cães geralmente mostram baixos sinais de estresse, que poderiam avisar um dono mais atento, de que eles não acham os pequenos humanos tão legais assim. Cães que realmente são “bons com crianças” as adoram; não apenas as toleram. Ficam felizes ao vê-las e, como se dançassem, abanam o rabo, “sorriem” com olhos, mal podem esperar para ficar junto delas. Qualquer coisa menos que esta resposta alegre é mera tolerância.


Com a rara exceção da agressão idiopática aquela que não há uma causa real – toda mordida é provocada do ponto de vista do cão. Nós, como humanos, podemos achar que a mordida não tinha justificativa, mas para o cão tinha algum motivo sim. Em muitos casos a provocação está bem aparente nos artigos: o cão era mantido preso numa corrente ou canil pequeno; era uma cadela com filhotes; a criança ficou sozinha com o cão (que estava comendo). Em cada caso, o cão estava tão estressado que não conseguiu se controlar.


Melhore sua percepção de sinais de estresse. Examine as notícias sobre ataques de cães e veja se você consegue descobrir o agente causador do estresse e qual foi a provocação em cada incidente. Então proteja seu cão destas circunstâncias que podem levar com que ele morda alguém.


Dias chuvosos: o que fazer?


Nestes dias chuvosos, quando não há condições de sair, de passear, de fazer atividades ao ar livre, fica a pergunta: o que fazer?

Será que nossos cães só se exercitam nas caminhadas? Não, existem muitas maneiras de entretê-los em dias de chuva, por menor que seja sua casa ou apartamento. Ainda bem, não?! Suzie gosta muito de brincar de "caça ao tesouro" - escondo petiscos pela casa e, pelo faro, ela tem de achá-los; esconde-esconde - eu me escondo, ou a Lê se esconde, e ela tem de encontrar; cabo de guerra - tenho um brinquedo guardado, pra ele não perder o atrativo, que uso em ocasiões como essa, é um frisbee de pelúcia que faz barulho (ela fica louca); saltos - finalmente comprei um bambolê e ela fica pulando; truques - diversos truques, ela se entretém, ganha petiscos e fica cansada.

Tudo bem que, quando a chuva dá uma pausa, saímos as três pra que a Suzie possa fazer suas necessidades na rua - ela não curte muito fazer em casa, mas faz numa necessidade.

O que mais podemos fazer?

1. Faça uma massagem no corpo do cão. A maioria dos cães gosta de ser massageado. Fale suavemente com ele, ou coloque uma música suave para tocar.

2. Se seu cão adora brincar de bolinha, brinque com ele. Jogue a bolinha, ou qualquer outro brinquedo, para ele buscar. Acredite: vocês dois irão se divertir.

3. Coloque capa de chuva (em você e no cão) e saia para passear. Alguns cães adoram, outros detestam: você deve fazer o que agrade o seu cão. A Suzie odeia chuva, chão molhado então pra ela é um castigo andar na chuva, mesmo com capa.

4. Adestramento. Ensine alguns comandos de obediência ao seu cão. Em dias de tempo bom normalmente nos esquecemos disso, porque passeamos, vamos ao parque, ficamos ao ar livre e deixamos o cão "na dele". Mas não podemos esquecer os treinos. E, em dias chuvosos, a gente fica mais motivado afinal, não tem muito o que fazer lá fora mesmo =)

5. Vá à pet shop. Vai ser divertido para os dois!

6. Faça uso de brinquedos que possam ser recheados, como kongs ou outros "quebra-cabeças" para cães. Ontem eu peguei três pedaços de pano de tamanho igual e fiz uma trança. No meio das tranças, fui colocando petiscos. Ela tinha que desfazer as tranças pra comer os petiscos. Se entreteu por alguns minutos, ela conseguiu aprender rapidinho a desfazer as tranças.

Acho que dá pra se divertir, né?! Boa chuva para todos e divirtam-se com seus cães!

O melhor jeito de apresentar dois cães


Esta semana falei sobre ter um segundo cão aqui. Hoje, vou falar um pouquinho mais sobre este assunto, que muito me interessa (e que pode interessar para outras pessoas também).

Algumas pessoas dizem que é impossível ter um cão só. Mais cães significa mais amor, mas também mais responsabilidade. Uma destas responsabilidades é o custo. Dar conta dele pode ser um desafio, principalmente se seus cães tiverem problemas de saúde.

Se você levar outro cão para sua casa, siga as dicas abaixo para tornar o processo mais fácil para todos os envolvidos. Veja a melhor maneira de se apresentar dois cães.

1. Mantenha a apresentação amigável - É possível apresentar dois cães de uma maneira relaxada, deixando-os se cheirarem e brincarem, desde que ambos sejam sociáveis com outros cães.

2. Vá devagar - Se você não tem certeza de como os cães reagirão, seja cuidadoso: leve-os para caminhar em um território neutro (um parque, por exemplo). Quando eles mostrarem um comportamento amigável ou se eles ignorarem um ao outro, faça este exercício no seu quintal (ou perto de sua casa). Finalmente, deixe-os juntos em casa.

3. Fique atento as sinais - Uma cauda abanando nem sempre significa que os cães estão felizes em se ver. Uma cauda ereta que abana é um sinal de dominância que pode levar à agressão. Se a cauda de um dos cães estiver entre as pernas, ele está com medo e nervoso. Esta situação pede uma aproximação gradual e supervisionada, para evitar que o cão fique com mais medo ainda. Se a cauda do cão está na horizontal e abana de forma relaxada, está tudo bem!

4. O cão dominante aparecerá - Quando os cães eventualmente se encontram sem guia, um deles acaba estabalecendo a dominância. Esta é uma atitude normal e necessária na relação cão-cão, mas algumas vezes o processo pode parecer assustador. Os cães se rodeiam e podem até se desentender, ao ponto de um deles acabar deitado de costas, com o outro em cima dele. Eles podem até mordiscar o pescoço um do outro. Tente não se preocupar demais se isso acontecer. É normal para os cães. Assim que o cão dominante se estabelecer, ele não repetirá esta "manobra".

5. Dê suporte ao cão dominante - Uma vez que os cães estiverem juntos, dê suporte ao cão dominante (normalmente o cão que já morava com você antes). Mostre-lhe que ele é o número um. Ele deverá ser alimentado primeiro, acariciado primeiro, o primeiro a receber atenção e ter direito ao seu lugar favorito para dormir. Não espere que os cães saibam dividir: dividir não é normal para os cães. Alimente os cães separadamente e não dê nada muito gostoso para eles (ossos de couro, orelha de vaca) roerem no início. Quando a hierarquia estiver estabelecida, você poderá dar todos os brinquedos e petiscos que os cães quiserem.

Introduzir um novo cão em casa pode ser muito fácil quando feito da maneira correta. Não fique chateado quando seu cão der um chega pra lá no novato. Este é o jeito como os cães recém chegados aprender as regras da casa. Logo eles se tornarão ótimos amigos.

Se você está pensando em ter outro cão, pense nos custos extras e se você dará conta deles. Não é só comprar mais comida: é mais que isso. Ter uma cão é um responsabilidade muito grande e pode ser caro. À medida que se aumenta o número de cães na casa, também aumenta sua responsabilidade e gastos. Falei mais sobre isso aqui.

Ter um segundo cão


Acho interessante como as pessoas acham lindo quando comentamos que queremos mais um filho. Agora, quando eu falo que quero MESMO ter outro cachorro, JUNTO com a Suzie (e não só depois dela, hunf!), acham que sou louca. E ter dois filhos é o quê, então, senão insanidade? Pra mim, ter dois cães é muito mais fácil. Mas, vamos à matéria?

Ter um segundo cão: duas vezes mais legal
Se você tem um cão e tem pensado em adotar outro, pense bem antes de fazê-lo. Há muitas coisas a serem levadas em consideração como, o cão ideal, manter a paz e equilibrar o orçamento.

Para se manter um cão adulto, gasta-se em torno de R$800,00 a R$1.400,00 por ano, se o cão não tiver problemas. Se você precisar deixar o cão em hotel ou se ele tiver algum problema de saúde, o custo será mais alto. Então, quando você pensa em ter outro cão, você deve pensar nos custos para este cão também.

Agora, vamos falar do cão em si. Quanto melhor for a escola, mais fácil será a transição. Uma hierarquia natural se desenvolverá nas primeiras semanas e geralmente o cão mais velho irá, e deverá, ocupar a posição de "alfa".

O que é melhor: um cão do mesmo sexo ou do sexo oposto? Muitos veterinários e comportamentalistas recomendam um do sexo oposto, pois diminuem as chances de agressão. Bom... eu adotaria outra fêmea, já que a Suzie se dá bem com exemplares do mesmo sexo também.

Que raças evitar? Evite aquelas que são conhecidas por serem agressivas com outros cães, como Pit Bull, Terriers. Claro, pesquise MUITO e escolha uma raça que tenha grandes chances de se dar bem com seu cão. Eu já tenho as minhas escolhidas: Whippet, Sheltie, virinha...

Se certifique que as personalidades dos cães combinem. Se seu cão tem muita energia, pegue um filhote ou cão jovem. Mas, se ele for mais pacato e não muito tolerante, melhor pegar um cão já adulto.

Com o cão já selecionado, a apresentação dos cães é muito importante. Observe seu comportamento, veja como eles reagem um ao outro e decida como continuar.

Considere todos estes fatores quando escolher um segundo cão - e não se esqueça das despesas extras com os cuidados com o mesmo. Além de se gastar mais com comida, brinquedos e cuidados, há também os gastos com veterinário. Então, se você pensa em ter dois cães, seus gastos irão aumentar sim, mas suas alegrias também.

Um feriado no Museu


Por Suzie

Neste feriado meus pais me levaram no Museu. Seria mais um passeio gostoso de feriado/fim de semana se não fosse por um detalhe: minha mamis, finalmente, me soltou pra eu correr. Pois é, minha mamis, superprotetora, resolveu me soltar um pouquinho.

Mas não foi nada mal planejado. A gente foi bem lá pra baixo, depois da estátua e da escadaria, do outro lado do córrego ainda. Quando não tinha cachorro passando, só gente, ela falou pro papis que ele poderia me soltar um pouco, desde que ela, mamis, estivesse mais distante. Tipo aquela brincadeira de "Vem" que eu gosto.

Papis me soltou, mamis me chamou e eu corri, corri como se nunca tivesse corrido antes na vida. Fiquei muito feliz, corri em volta dos meus pais e da minha maninha, sorrindo, feliz da vida! Quando mamis me chamava, lá estava eu ao seu lado. Aí, chegou a hora de irmos embora, de eu voltar a ficar atada à mamis. Mas nem liguei: estava tão feliz de curtir meus momentos de liberdade, que até caminhei direitinho do lado dela, nem fiquei enchendo pra cheirar tudo quanto era mato, árvore, poste e cachorro no caminho.

Mamis, enfim, confiou um pouquinho em mim e nela mesma, afinal, ela me adestrou pra quê? Ela disse que vai me soltar mais vezes, mas só nestas mesmas condições: sem cachorro perto e lugares mais seguros. Mas não sempre. E falou que vai levar uns petiscos bem gostosos também. O que será? Tibicos? Hummmmmm!!!

Foto: Eu na chácara do meu avô.

As meninas em revista!!


Não é assunto bem de galgos, mas se trata da Suzie e da Letícia. As duas saíram na revista Alô Bebê. Infelizmente, a matéria deixou a desejar (quem quiser receber a matéria e meus comentários, é só me pedir por e-mail que mando). Quando saíram na Cães & Cia, eu revisei o texto e saiu algo muito mais bacana. Neste, não revisei e o que eu disse foi distorcido... mas eu falo sobre isso no e-mail, pra quem quiser.

Só publico uma foto linda das duas =) Tá com gostinho de quero mais? Manda e-mail hehehe.

Agora, vou indo nessa, cuidar da magrela que está com uma infecçãozinha de pele e gases... Só é duro ter que dar banho semanal agora que tem feito frio, judiação... o lado bom é que descobri logo que começou, um dia depois, então, tratamenteo beeem mais curto.

Beijos e lambeijos!

Brinquedo do Mês: Treinando seu cão – Parte Dois


No post anterior apresentei os benefícios do “Brinquedo do Mês”. A primeira parte também foi uma introdução a algumas atividades possíveis. Nesta segunda parte, focarei nos benefícios de usar brinquedos nos quais podemos colocar comida dentro. Sempre supervisione o uso de brinquedos novos até que você tenha certeza que são seguros com o cão sozinho.


A maioria de nós estamos familiarizados com os benefícios do Kong. Este brinquedo, recheado com algo que o cão adore, ocupa seu amigo peludo em uma gama de situações possíveis (quando sozinho em casa, na chegada de visitas, na hora da janta, ou simplesmente quando você precisa de tempo para fazer alguma coisa).


Do ponto de vista comportamental, os benefícios são inúmeros. Um Kong rechado pode ajudar a moldar comportamentos bons e melhorar os negativos. Muitos usuários de Kong conseguiram, com sucesso, prevenir, melhorar ou eliminar problemas comportamentais comuns, tais como ansiedade de separação, treinamento na caixa de transporte, roer objetos, brincar de morder, latir, cavar, entre outros. Dar ao cão um Kong recheado proporciona uma atividade positiva e recompensadora que acaba com o tédio.


Agir de forma preventiva é altamente recomendado por adestradores e comportamentalistas. Introduzir um Kong recheado logo que o cão é filhote ou em intervalos regulares, ajudam a prevenir muitos comportamentos negativos. Por exemplo, a ansiedade de separação, como muitos donos podem afirmar, é um problema comportamental sério e muito difícil de solucionar quando diagnosticado. Para ajudar a prevenir a ansiedade de separação, calmamente ofereça um Kong recheado antes de deixar o cão sozinho: isso pode ajudar a amenizar os problemas causados pela ansiedade.


Atividades de treinamento usando diferentes brinquedos para rechear

A cada novo brinquedo que você dá ao cão, disponha de certo tempo para treiná-lo a usar o brinquedo corretamente. Sempre comece pelo nível mais fácil de cada brinquedo. Recheie o brinquedo com petiscos na frente do cão. Então, coloque o brinquedo no chão perto do cão, para lhe mostrar como funciona, até que o primeiro petisco saia. Então, deixe que seu cão continue. É muito importante que o cão ganhe na introdução do brinquedo e em cada nível de dificuldade. Os reforços positovos manterão o cão entretido e desejoso de trabalhar mais. Alguns níveis deverão ser apresentados repetidamente até que o cão domine as habilidades necessárias para brincar. Se o cão se frustra ou perde o interesse, volte a um nível anterior (mais fácil).


Alguns brinquedos possuem aberturas ajustáveis que ditam o nível de dificuldade e a duração da brincadeira. Em outros, o nível de dificuldade pode ser ajustado com o tamanho e forma dos petiscos usados: quanto menor o petisco, mais fácil é o nível de dificuldade. Não use petiscos maiores que o buraco!


Para os brinquedos de borracha “recheáveis”, quanto maior o petisco maior a dificuldade e tempo consumido na atividade. Também se pode colocar líquidos saudáveis ou uma combinação de petiscos e líquidos e congelar o brinquedo para aumentar o tempo de brincadeira.


Assim que o cão aprenda a usar diversos brinquedos “recheáveis”, ele está apto a começar a usar vários brinquedos de uma vez. Vários brinquedos aumentam o tempo de atividade, resultando numa oportunidade maior de ocupar o cão de forma positiva. Atividades mais longas reduzem ou eliminam as chances de desenvolver comportamentos negativos. Abaixo, dois métodos com vários brinquedos:


  1. Desafio Progressivo – recheie três ou mais brinquedos, um em um grau de dificuldade maior que o outro. Ofereça-os de uma vez. A maioria dos cães começará com o mais fácil deles antes de ir para o mais difícil. Este método garante uma vitória rápida com o brinquedos mais fácil, motivando o cão a continuar brincando com os outros brinquedos.

  2. Vários Brinquedos – escolha três ou mais brinquedos, recheando apenas um e oferecendo todos de uma vez. Seu cão usará o olfato para determinar qual brinquedo contém a recompensa. Depois, recheie outro brinquedo e repita o processo.

Suzie tocando pandeiro

Não resisti e coloquei aqui o vídeo da Suzie tocando pandeiro. Ela aprendeu em alguns minutos. Clicker é tudo de bom minha gente! E shaping tb. Depois, fui colocando o comando e agora ela é fera no pandeiro =)

O bom é que, quando ela toca, a Letícia se empolga e toca também, tanto o pandeiro como a flauta. Família musical. Só eu que não sei tocar nada...

Divirtam-se!

Receitinhas para nossos magrelos: Parte I


Oi confrades, tudo bem?

Andamos sumidas porque nossa vida é uma correria sem fim mesmo... risos. Mas, trago algumas coisinhas gostosas pros nossos magrelos, que nos alegram tanto, não é mesmo?

Para quem, como nós, se preocupa com o meio ambiente e com o bem-estar de todos os animais, não apenas dos de estimação nem somente dos nossos magrelos, são receitas veganas, livres de crueldade animal. São excelentes para nossos cães, inclusive alguns veterinários atestam o bem que uma dieta vegetariana faria pelos cães (incluindo aí a longevidade), mas não é esse o assunto. As receitas foram retiradas da Revista dos Vegetarianos nº 41 (Março/2010).

Espero que todos gostem!

BASICÃO
- 6 xícaras de água
- 1 xícara de aveia em flocos
- 1 xícara de flocos de trigo prensados
- 1/2 xícara de trigo para quibe

Numa panela grande, coloque todos os ingredientes para cozinhar em fogo alto. Assim que ferver, abaixe o fogo e cozinhe por mais 20 minutos ou até os grãos ficarem suaves, mas não moles.

JANTAR DE BATATA E CEREAL
- 7 batatas pequenas
- 1 xícara do cereal Basicão
- 1 colher de sopa de tahine

Lave e corte as batatas em cubos. Cozinhe-as na panela de pressão por 5 minutos após a fervura. Amasse as batatas ligeiramente e adicione os demais ingredientes. Misture bem e sirva morno.

VEGETAIS ESPECIAIS
- 1/2 xícara de água
- 2 cenouras picadas
- 2 talinho de aipo (salsão) picados
- 1 abobrinha picada
- 2 colheres de sopa de gérmen de trigo
- 1 colher de sopa de manteiga de amendoim ou tahine
- 1 colher de chá de melado de cana (ou açúcar)

Bata por um minuto no liquidificador a água, a abobrinha e a cenoura. Adicione os demais ingredientes e bata por mais um minuto.

JANTAR DE TOFU E ABACATE
- 1 xícara e meia de tofu amassado
- 1/2 abacate amassado

Misture tudo e sirva.

Posso garantir que Suzie ama tudo isso, porque vira e mexe ela come uns legumes, tofu amassado com frutas e aveia cozida. Nunca lhe fez mal, pelo contrário.

Bom apetite!!!

Machucado da Suzie

Atendendo a pedidos, digo aqui como foi a recuperação da Suzie.

Foi ótima, ótima mesmo! Nos primeiros dias ela não andava muito, mancava um pouco, devia doer bastante ainda. Aos poucos, foi voltando à sua rotina de exercícios e brincadeiras (porque rotina de dormir essa ela não perde nunca... risos).

Eu lavava a patinha dela todo dia, pra ver se conseguia limpar direito (não conseguia, tinha medo de machucar de novo), passava pomada e renovava o curativo. Isso até sábado de manhã. Na madrugada de sábado pra domingo, ela tinha tirado o curativo e, não sei como, colado o esparadrapo num dedo... risos.

Lambeu tanto que acabou deixando a pata mais ou menos limpa (nada que um bom banho não resolva... vamos ver quando ela vai tomar o primeiro banho do ano... risos).

Vejam como ficou curtinha a unha dela. Pelo menos a parte morta caiu mesmo. Agora, é ver se vai ou não nascer de novo. Pelo que conversei com outras pessoas, a unha quebrada nasce menor, diferente da outra.
A unha, agora pequenininha, da pata da Suzie. Sem curativo \o/

Mais um machucado pra coleção...

Quem conhece a Suzie sabe: ela só tem a cara de séria, de moça comportada. Mas é uma espoleta. Tanto que, neste ano, já conta com um machucado novo: a perda da unha do 5º dedo. Como aconteceu algo assim? Vou explicar...

Segunda, feriadão, estávamos em Campinas e fomos, com meu pai, pro sítio, levar as meninas e pegar caqui (delícia). Chegando no caminho, a Suzie já começa a abanar o rabo, querer sair (ainda na estrada... risos), como se falasse "Ai mãe, jura que estamos indo pra chácara?? Posso correr? Posso correr? Posso correr?" Pode, Suzie...

Chegando lá, foi só tirar a guia e abrir a porta do carro e lá estava nossa primogênita correndo e ficando marrom de barro. Pensei "chegando em Campinas, vou dar um banho nela, afinal, ela dorme com a Letícia...".

Letícia e Suzie correndo, duplinha dinâmica. Aí, a gente pensa: vamos brincar de esconde-esconde com a Suzie. Luis foi se esconder enquanto eu segurava a Suzie. Ele escondido, solto a Suzie e ela sai na carreira linda dos galgos. De repente, ela vai pra outro lado e volta pra mim, mancando, com um sorrisão no rosto. Fui olhar e... SANGUE. Ai, como sou medrosa pra sangue de filho meu, minha gente... Deixei a cargo do Luis olhar. Pior: não tinha comigo nada... nada pra passar nela, estava tudo em Campinas... Olhei aquela unha torta e perguntei pro Luis "Ela quebrou o dedo?". E ela lá, com a maior cara de felicidade do mundo! "Não, Ful, ela quebrou a unha". E o sangue escorrendo... E eu agoniada.

Falamos pro meu pai que dali teríamos que correr num veterinário. Aí, ele ligou pro veterinário da Preta e marcou a 1 da tarde (tudo bem, já eram 11h e a gente estava a pelo menos meia hora de Campinas).

Conseguimos estancar o sangue dela, demos uma limpadinha na pata e a deixei dentro de casa, deitada no sofá. Castigo... risos.

Os homens terminaram de pegar os caquis e limpar umas ferramentas, eu e Letícia brincando de pega-pega, Suzie presa, no maior sono no sofá da sala. 11:40, voltando pra Campinas. Deixamos meu pai e a Lê em casa, comemos alguma coisa e levamos a Suzie no vet.

Chegando lá, aquela coragem pra entrar... E revi o veterinário que conheço desde os meus 14 anos. Não mudou nada... risos. Bom, aí ele tratou da Suzie, disse que não ia arrancar a unha porque, com a experiência dele, seria muito dolorido pro cachorro, sangraria demais, ou seja, seria pior. Então, ele cortou bem curta a unha dela (a do outro dedo também), deu pra gente um remédio pra passar caso sangrasse de novo e aplicou um anti-hemorrágico. Disse que, depois de 48h, a gente poderia arrancar a unha, porque aí já teria secado a veia e não sangraria mais.

Chegamos na casa dos meus pais e fomos almoçar. Quando fui no sofá, dar um beijinho na Suzie (Luis tinha levado a Lê pra tirar um cochilo), o que eu vejo? SANGUE e a unha dela jogada no sofá. Ela não quis esperar as 48h e resolveu arrancar a unha sozinha. Não deu um pio. E eu gritei... risos. Corre pegar o remédio, corre lavar a pata, corre pegar os apetrechos de primeiros socorros e não tivemos dúvidas: vamos enfaixar essa danada.

Enfaixamos, ela ficou bonitinha. Até hoje está enfaixada. Tentei lavar a pata dela, mas não consegui tirar todo o sangue que ficou. E o medo de abrir alguma coisa e sangrar de novo? Por sorte vamos no vet (porque ela precisa tomar vacina) e vou pedir pra ele (ou ela, mudou o vet...) dar uma olhadinha ali.

Tem que se manter enfaixada porque, só de tirar a faixa pra refazer o curativo, lá vai o linguão da Suzie lamber o lugar, cutucar... pelo menos a faixa ela não tira.

O banho? Lógico que ela escapou dele. Foi um banho de gato mesmo, com lencinho umedecido e pronto, pode dormir com a Letícia.

Quem vê deve pensar que a gente não tem cuidado com ela, né?! Mas quem conhece, sabe como somos com a Suzie. Imagina se a gente não tomasse cuidado? Acho que ela nem estaria mais aqui...

(Ainda bem que eu tinha escrito justamente sobre primeiros socorros...)
Suzie dormindo no sofá, como se nada tivesse acontecido.
Detalhe da patinha esquerda enfaixada logo que aconteceu. Detalhe também pra plaquinha dela (risos). Fico devendo foto do machucado por estar meio nojento ainda...

Você pergunta, a Ful responde: brigas e patas nos pés

Vou responder com bastaaaaante atraso, desculpem!!! Mas, vamos lá.

  • Brigas
Eu não curto muito falar sem ver o que está acontecendo mas, como às vezes ocorrem brigas, o bom é estarmos preparados. Se for algo menos grave, usar uma lata com moedas e chacoalhá-la no exato momento da briga (se possível, antes dela acontecer - observar bem o comportamento dos cães). Senão, pode-se usar um extintor de incêndio (de CO2, pra fazer barulho mesmo), mas não direcionado diretamente ao cão.

Se forem cães que convivem, trabalhar para que um aceite a companhia do outro, sempre com reforços positivos na presença do outro cão. E superviosionar a convivência entre os dois até você ter confiança que eles não brigarão.

  • Patas nos pés do dono
Algumas pessoas acham que não devemos deixar o cão pisar em nossos pés, dizendo que é uma atitude dominante e por aí vai. Mas, sinceramente, se só existir este comportamento de "dominância", nada mais é do que chamar a atenção do dono. Simples assim. Então, dê mais atenção ao seu magrelo e ele vai parar de "pegar no seu pé".

Mila, depois respondo a sua dúvida quanto a terapia assistida por animais, tá bom?!

Laço cão-humano: a conexão entre você e seu cão


Há muito os cães são considerados o melhor amigo do homem e, certamente, merecem o título. O laço entre humanos e caninos é inquestionável. Desde a domesticação do cão, as pessoas se sentem atraídas por eles (e eles por nós). Os cães nos ajudam de várias maneiras e não esperam nada em troca. Caçaram, mantiveram longe os animais daninhos, serviram aos policiais e militares, assistiram os deficientes e permeneceram nossos companheiros fiéis. Em troca, cuidamos deles e lhes oferecemos uma boa qualidade de vida. Uma troca justa. Na verdade, é mais uma barganha. Como esse laço se tornou tão forte? O que podemos fazer para preservá-lo e fortalecê-lo?

Uma pequena história da domesticação
A misteriosa história dos cães foi revelada primeiramente por pesquisas arqueológicas. A transição de alguns lobos para cães provavelmente começou há cerca de 100 mil anos, mas os cães domésticos datam, aproximadamente, de 15 mil a 30 mil atrás. Alguns acreditam que os humanos "criaram" os cães domésticos acasalando-os para terem características específicas, mas este pode não ser o caso. Por natureza, os cães são oportunistas, então uma teoria sugere que os cães começaram a seguir os humanos caçadores por causa da comida. Não importa como tudo começou, o laço entre homens e cães aumentou e certamente continuará crescendo.

O que os cães fazem pelos humanos
Companhia é, provavelmente, o que mais os cães nos fazem, mas é apenas o começo. Evidências científicas provam que muitos benefícios de saúde vem de mãos dadas com o fato de se ter um animal de estimação. Nossos cães nos fazem relaxar, diminuem nossa pressão sanguínea, nos mantém ativos e mais. Os cães trabalham para nós com alegria, também. Cães de serviço podem dar assistência àqueles com deficiências físicas ou mentais, trabalham como cães de busca e salvamento, guardam propriedades e nos protegem de ameaças. Mesmo nossos cães de companhia podem ser treinados para defender nossa família.

E os cães?
O cão domésticos evoluiu para ser dependente de nós. Apesar deles ainda poderem sobreviver no meio selvagem, eles amam os cuidados que proporcionamos a eles. Tudo o que precisamos fazer é ficar de olho nos interesses do cão. Precisamos ser donos responsáveis e suprir suas necessidades básicas - alimento, abrigo, saúde e por aí vai. Nós os treinamos para que eles possam melhor viver no mundo humano e eles gostam disso. É uma situação onde todos saem ganhando.

Preservando e Reforçando este Laço
O laço que você tem com seu cão comeã no momento em que ele entra em sua vida e não para de crescer. Entretanto, existem maneiras de reforçá-lo durante a vida. Participar de atividades com seu cão é o melhor jeito. Pode ser algo simples, como sessões de adestramento (por favor, apenas com reforço positivo, minha gente, sem punição!), escovando-o diariamente, brincando ou exercitando-o. Para laços mais "estruturados", você pode participar de aulas de obediência, fazer um esporte com seu cão, como agility e flyball. Uma das melhores maneiras de estreitar seus laços e deixar que seu cão crie laços com outras pessoas é atuar em terapia assistida por animais. Se o seu cão se enquadra no perfil de cão terapeuta, ele pode visitar pessoas em hospitais, asilos ou ajudar crianças a ler e aprender. Seu cão pode ser capaz de melhorar a saúde dessas pessoas e deixá-las mais otimistas com relação à vida. Não importa como você estreite seus laços e preserve-os, lembre-se que isto beneficia a saúde e o bem estar de você e de seu anjo de quatro patas.

Pessoal, logo mais eu escrevo sobre as dúvidas faltantes, tá? No mais tardar, amanhã.

Aniversário da Suzie


Normalmente eu curto aniversário. Acho legal comemorarmos mais um ano de vida de quem amamos. Não precisa ter festança: acho que uma comemoração básica mesmo já vale. Só não podemos é deixar passar em branco.

Mas confesso que, quando se trata do aniversário da Suzie, eu fico triste. Sim, triste. Por mim, ela teria sempre um ano, mas já está fazendo cinco. Parece que ela sente isso e fica desanimada o dia todo, risos. Eu vejo as fotos dela filhote, de quando chegou, com um ano, brincando, correndo e vai me dando saudades, muitas saudades.

O tempo vai passando, nossos peludos vão ficando adultos, maduros, velhinhos. E nós precisamos ficar sempre com eles, dando carinho, exercitando, brincando, educando, fazendo atividades com eles, deixando-os sempre felizes.

Pois é... mais um aninho de vida minha magrela está fazendo. Hoje. O que eu espero? Espero que possamos curtir muitos mais anos de vida juntas, fazendo atividades, passeando, brincando, uma ensinando a outra. Que, no tempo em que estivermos juntas, tenhamos tempo de qualidade: que eu realmente esteja presente, de corpo e alma, me dedicando mesmo a ela. É só isso que espero. Viva a Suzie! Muitas felicidades, muitos anos de vida!!! Parabéns, minha magrelinha do coração.

Agora, deixa eu dar um agarrão nela... com licença.

Lidando com o cão que rouba comida

Começando a nova fase do "Você pergunta, a Ful responde", vou responder mais detalhadamente a dúvida da Mila. A próxima dúvida a ser respondida será: O que fazer em caso de briga?
Dé, sua dúvida eu vou ter que pesquisar mais, tá bom? Mas ela será respondida, com certeza!

Vamos ao texto então =)

Estou cheia de dúvidas aqui e preciso de uma mãozinha de vocês. Não sei quantos já passaram por isso, ou se ainda convivem com esse problema, mas é que Fiona anda querendo comer o que não pode. Ela sobe na mesa, quando ninguém ver. Pede comida o tempo todo quando nos vê comer, e chora, e arranha. E não é por que ela tá faminta, não! As vezes, sei que não é o correto no tocante ao treinamento, mas procuro dar comida a ela antes de eu comer e ela pede do mesmo jeito!

Queria muito que vocês me ajudassem, já tive cachorros que faziam o mesmo, mas os galguinhos conseguem pular. E isso não está fazendo bem pra saúde dela, ela já vomitou algumas vezes. Já teve ressecamento de fezes, e muitas vezes, nem conseguimos descobrir exatamente o que ela "roubou"! E sei ainda que alguns alimentos, a longo prazo, podem prejudicar os rins e outros órgãos.

Sou muito inexperiente com cachorros, cuidei mais deles quando criança, a responsabilidade maior não era minha. Me ajudem, porfavor!
Um grande abraço e conto com vocês!

Roubar comida é algo em que os cães são realmente bons, além de ser um comportamento auto recompensatório (ele vê a comida, pega e ela é uma delícia: pronto, ele mesmo se recompensou pelo ato de comer).

Cães que são punidos por roubar comida geralmente não roubam comida na presença dos donos, para evitar broncas, e não porque eles acham que o que estão fazendo é errado.

Então, se para os cães não é errado roubar comida e eles gostam dela, o que podemos fazer pra proteger nossa comida? Veja algumas dicas:

  • Mantenha a comida fora do alcance. Uma solução simples e eficaz. Não deixe comida na pia ou na mesa: muito tentador para o cão. Guarde em locais altos ou dentro da geladeira e/ou forno.

  • Alimente bem o cão. O cão pode estar motivado a roubar comida por duas razões: fome ou o atrativo da comida. A fome pode ser “morta”, mas comida boa é sempre comida boa. Ajuda dar uma boa refeição ao cão antes dos seus amigos chegarem para jantar.

  • Treine o cão para “largar”. O melhor método é usar o “Zen canino”. Para saber como funciona este treino, clique aqui. Lembre-se: nunca usar punição positiva. O reforço positivo é o melhor método de treinamento.

  • Punição despersonalizada. Se algo desagradável acontecer quando o cão roubar comida, pode fazê-lo parar de tentar. Não é necessário nenhum aparelho ultra moderno. Com a Suzie eu bolei umas "armadilhas". Colocava uma tampa de panela em cima (ou na frente) do prato com comida (lógico que eu em casa, pra Suzie não comer mesmo). Quando ela subia na pia, ou na mesa, pra comer a comida, caía a tampa de panela (algumas vezes eu grudava duas ou mais tampas de panela, com barbante e durex... risos. Era uma barulheira...). Isso pra despersonalizar a punição, afinal, a gente quer que os cães não roubem comida nunca, não apenas quando estivermos por perto, não é mesmo? Tb coloquei a máquina pra filmar, pra ver como estava indo. Com o método de deixar filmando, mas vc conseguindo ver de outro cômodo da casa, pode tocar uma buzina, corneta ou usar uma lata com moedas pra fazer barulho no momento em que ele vai roubar a comida (um pouco antes, não quando ele já estiver com a comida na boca: timing é tudo!).

  • Restrinja o acesso do cão às áreas que tenham comida. Pode parecer ridúculo falar isso, mas muita gente esquece de não deixar o cão ter acesso a lugares com comida (vocês jantando e o cachorro lá, pedindo comida, pulando na mesa...). Arrume um lugar confortável para o cão ficar, e com entretenimento também. Ofereça brinquedos que você possa esconder comida dentro: são os melhores; ossos, esconda petiscos, essas coisas. Você também pode ensinar seu cão a ir para a caminha (saiba mais aqui) enquanto você faz um lanche, sem ele ficar com aquele olhar pidão. Aqui em casa, quando comemos, a Suzie fica na caminha dela (no puf dela, na verdade). Não atrapalha, fica feliz com seus brinquedos e podemos comer sossegados.

Outras dicas

Quanto seu cão pede comida, em algum momento você dá a comida pra "ele não encher mais"? Muuuuuita gente faz isso, direto, mas só está aumentando ainda mais o problema: o cachorro vai ficar cada vez mais e mais insistente até conseguir o que quer. Deve-se ignorá-lo nesses casos.

A Suzie também come antes da gente (existem outras maneiras de mostrarmos liderança, não existe só a gente comer primeiro e depois o cachorro - isso não o tornará dominante). No começo ela pedia, claro, todo cachorro pede. Mas nunca demos.

O que faço é guardar pedacinhos de queijo ou frutas, quando como, e dou a ela enquanto a ensino, mas nunca comigo comendo. Só mesmo depois. Por exemplo: ontem eu e a Lê estávamos comendo melão depois da janta. Guardei um bocadinho pra Suzie e fiz ela trabalhar pra ganhar. Ela tem bem claro que isso é petisco, só ganha depois das refeições. E cuidado com as guloseimas que vc dá a ela. O que é usado aqui: queijo, tofu (sem tempero, claro), frutas, legumes, ovo mexido (sem tempero tb), pão, biscoitinhos caninos. Mais nada.

Conclusão

Nosso trabalho é ensinar ao nosso cão boas maneiras e comportamentos aceitáveis. Treinamento a base de reforço positivo é a melhor maneira de conseguir. Um cão bem treinado é um cão mais feliz e mais bem-vindo nos lugares.