
Parodiando o filme Marley e Eu, decidi escrever esse post em homenagem a minha Fifi, que me encheu de carinho nesse dia nublado em Salvador.
Eu acordei cedo, ia pra faculdade. Mas um mal estar repentino me fez voltar pra cama. Confrades, eu realmente não me sentia bem. Fiona tinha amanhecido o dia elétrica, dando mordidas brincalhonas no calcanhar do meu tio, ajudando minha irmã a acordar minhas sobrinhas pra ir pra escola, roubando um pedacinho de pão da mão distraída da mais sonolenta.
Quando ela me procurou, viu aquela atenção na beira da cama, minha mãe perguntava como eu estava, meu tio trazia o copo dágua, um remedinho. Pronto, foi o suficiente para não arredar o pé dali a manhã inteira. Eu fiquei ali deitada, realmente abatida. Ela pulou na cama e ficou ali, observando. Cochilava as vezes. Não saiu nem pra beber água. Quando a água veio até mim, para mais um remédio, ela cheirou, meio que pedindo. Foi lá, bebeu e voltou, antes que a pessoa que me trouxe saísse. Afinal, ela parecia não querer me deixar sozinha.
E choramingava para mim, as vezes, quando eu tava muito quieta. E colocava o focinho no meu rosto, para que eu me mexesse.
E foi assim que eu vi, mais uma vez, o tesouro que eu tenho.
De tarde, eu melhor, ela pode descansar. Na cama ao lado do meu pc, ela dormia.

Ficou frio, coloquei essa roupinha nela, olha que linda sentada à mesa, feito gente! Juro que não forjei a foto, mas tive que ser rápida para que ela não saísse da posição.
E na outra foto, sou eu toda torta, deitada com a roupa que eu ia sair, quando desisti. E ela lá, irredutível, ao meu lado.
Somos felizes em ter eles, não somos?