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Redução do Medo

Um texto que achei excelente, da Patricia McConnell, sobre a redução do medo canino utilizando métodos positivos.

Redução do Medo

Gentileza e petiscos não reforçam o medo, reduzem-no

Por Patricia B. McConnell, PhD


É inevitável: quando acariciamos nosso cão enquanto ele tem um ataque de medo, vem aquela vozinha e nos diz: “Desse jeito você o está ensinando a ter ainda mais medo”. Mas, isto não é verdade.


Nos ensinaram que confortar um cão quando ele tem medo piora o problema. Parece lógico: seu cão ouve um trovão, corre para você e ganha um carinho. Pronto! Acabamos de reforçar seu comportamento de correr quando ouve um trovão e, pior ainda, de temer tempestades. Mas não é isso que acontece, e veja por que. Primeiro, nenhuma quantidade de carinho fará valer a pena para o cão ter um ataque de pânico. O medo não é bom para humanos nem para cães. A função do medo é mostrar ao corpo que já perigo e que o indivíduo que sente medo tem que fazer alguma coisa para que o perigo e, consequentemente o medo, ir embora.


Imagine que você está tomando sorvete e alguém tenta invadir sua casa no meio da noite. Será que o prazer de tomar sorvete “reforça” seu medo, deixando você com mais medo ainda na próxima vez? Na verdade, as coisas acontecem de outro jeito – você pode desenvolver um certo desconforto com o sorvete. Uma coisa é certa: você não terá mais medo se um ladrão aparecer no meio da noite porque você estava tomando sorvete na primeira vez que aconteceu.


Uma pesquisa mostra que acariciar um cão que tem medo de trovão não diminui o nível de estresse quando ele é acariciado. Se o estresse não diminui, como este fato pode ser recompensador? Antes de pensar que seu carinho acalma seu cão, note que: 1) eu não sou a autora da pesquisa; 2) meus próprios cães se acalmam quando os acaricio durante tempestades; e 3) eu não ligo para o que diz a pesquisa, me faz me sentir melhor, não faz mal algum e eu farei do mesmo jeito.


Estudando o Estresse

Brincadeiras à parte, é importante saber sobre o que trata o estudo. Os autores mediram a produção de cortisol, um hormônio relacionado ao estresse. Notaram que os níveis de cortisol não diminuíram quando os cães eram acariciados por seus tutores durante tempestades. (O fator mais importante na redução do cortisol era a presença de outros cães). Curiosamente, outra parte da pesquisa nos laços afetivos mostrou que embora os níveis de cortisol diminuam em pessoas quando estas interagem com cães, o cortisol não diminui nos cães no mesmo contexto. Mas, em ambas espécies, outros hormônios e neurotransmissores aumentam, como a ocitocina, prolactina e beta-endorfina – substâncias associadas a bons sentimentos e laços afetivos. Então, mesmo que acariciar seu cão não diminua o nível de cortisol associado ao estresse, é possível que algo de bom aconteça.


Por outro lado, não é possível que acariciar seu cão o fará ter ainda mais medo quando tiver outra tempestade. A afirmação que esta atitude deixará seu cão ainda mais medroso datam das décadas de 1930 e 1940, quando não se era de bom tom pegar crianças no colo para confortá-las. Este pensamento foi abolido há muito tempo por psicólogos, quando pesquisas deixaram claro que crianças que podem contar com os pais são crianças mais felizes, não dependentes e nem medrosas.


Uma Aproximação Clássica

O maior dano causado pela máxima “não acaricie o cão” não está relacionado às tempestades, mas às armadilhas de tentar explicar o contra-condicionamento clássico (CCC). CCC pode ser uma maneira muito eficiente de mudar um comportamento, já que muda as emoções que ocasionam este comportamento. Um exemplo típico aplicado em comportamento animal é ter visitas dando petiscos a um cão que tem medo de estranhos.


Alguém pode perguntar “Mas dar petiscos ao cão quando este late e rosna não tornará o caso pior? Ele não será recompensado por latir e rosnar?”. A resposta é: Não, não se este comportamento é ocasionado pelo medo. Lembre: medo não é legal e um pouco de comida, não importa quão gostosa é, não diminuirá o desejo do cérebro de evitá-lo.


Jogar petiscos (ou brinquedos) para um cão com medo pode ensiná-lo a associar a aproximação de estranhos a algo bom, desde que os petiscos sejam realmente bons e o estranho esteja longe o bastante para evitar inibir o cão. CCC é uma das ferramentas mais importantes de um comportamentalista, mesmo sendo difícil convencar as pessoas de usá-lo. Parece que estamos recompensando um cão por se comportar mal, e na nossa natureza punitiva, em nossa sociedade “você tem que ser dominante sobre o cão”, é difícil para algumas pessoas fazê-lo. Mas é exatamente o que fiz quando ajudei minha Border Collir Pippy Tay, quando ela desenvolveu medo de tempestades.


CCC é uma das muitas maneiras que podemos usar para ajudar um cão com medo de trovão. Eu uso algumas das técnicas descritas abaixo com sucesso, sejam sozinhas, como no caso da Pippy Tay, ou combinada com outros métidos: terapia de ferormônio, slings, acupuntura, acupressura, mudança na dieta e, em casos mais sérios, com medicação. Se seu cão tem medo de trovões, você faz bem em consultar um comportamentalista ou veterinário comportamentalista para lhe dar assistência e ajudar a escolher o melhor método para você e seu cão.


Petiscos Trovão

Eu e Pippy corríamos e jogávamos bola toda vez que uma tempestade se aproximava. Pip adorava jogar bola e eu queria que ela associasse os sentimentos que ela tinha quando brincava com a baixa da pressão no barômetro. Quando a tempestade caía, entrávamos e eu lhe dava um pouco de carne sempre que ouvíamos um trovão, não importando como Pip se comportava. Não estava preocupada com seu comportamento; eu me focava nas emoções que causavam o comportamento.


Até coloquei o trovão como comando. “Oh, Pippy, você vai ganhar petiscos trovão!”, dizia toda vez que ouvíamos o trovão. Estas palavras foram inventadas às três da manhã mas, por dois verões, eu mencionava “petiscos trovão”, abria a gaveta ao lado da cama e lhe dava petiscos depois de cada trovão. No fim do verão, Pip parou de arranhar meu rosco na tentativa de cavoucar minha boca para se esconder da tempestade. Ela passou a dormir durante tempestades moderadas, sem nem mesmo acordar para pedir petiscos. Ela vinha a mim quando o barulho era muito alto, mas demonstrando pouco medo.


Com a melhora da Pip, me condicionei em outra direção. Comecei a não gostar de tempestades, porque até mesmo a mais silenciosa delas significava que eu tinha que ficar acordada tempo o bastante para lhe dar petiscos depois de cada trovão. Agora que Pip se foi, parece que terei que fazer tudo de novo com Lassie, minha outra Border Collie, de 14 anos, que também tem medo de trovão. Hunf. Talvez eu deva me dar um pedaço de chocolate toda vez que eu der um petisco para Lassie!


O Medo é Contagioso

Eu seria negligente se não mencionasse o modo como você pode piorar o medo do cão, que é você mesmo ficar com medo. O medo é tçao persuasivo que é fácil de espalhá-lo. “Contágio emocional” é o termo etológico usado para descrever a difusão do medo dentro de um grupo, e é uma ocorrência comum em espécies sociais. Se você quer que seu cão tenha medo de trovão, estranhos ou outros cães, é só você ficar com medo destas coisas. Se você tem medo de trovão, é totalmente possível que seu cão pegue isso e fique mais nervoso.


Mas, se você tem medo, nem tudo está perdido. Vcê pode acalmar as coisas se concentrando em seu corpo – diminuir sua respiração e seus movimentos, mudar sua postura para uma mais confiante e relaxada e falar devagar e calmamente. Estas ações tem o efeito benéfico de alterar tanto suas próprias emoções como as de seu cão. Quanto mais calmo você estiver, mais calmo seu cão se sentirá.


Eu tinha isso em mente quando disse “Oh, Petiscos trovão!” e dei a Lassie petiscos do criado mudo. Eu tinha muito mais razões para ter medo que ela – ela não sabia que o porão estava inundando, a água estava ameaçando o estábulo e as rodovias estavam cheias de água. Tudo que ela sabia era que a cada trovão ela ganhava um pedaço de frango e achava que era um jogo bacana. Ela acalmou logo, enquanto eu fiquei acordada por horas. Acho que é mesmo hora de eu colocar um pouco de chocolate no meu criado mudo. Se, na próxima vez que meus amigos me virem, notarem que eu ganhei um pouco de peso, eles saberão que foi por causa da tempestade de verão.


Dias chuvosos: o que fazer?


Nestes dias chuvosos, quando não há condições de sair, de passear, de fazer atividades ao ar livre, fica a pergunta: o que fazer?

Será que nossos cães só se exercitam nas caminhadas? Não, existem muitas maneiras de entretê-los em dias de chuva, por menor que seja sua casa ou apartamento. Ainda bem, não?! Suzie gosta muito de brincar de "caça ao tesouro" - escondo petiscos pela casa e, pelo faro, ela tem de achá-los; esconde-esconde - eu me escondo, ou a Lê se esconde, e ela tem de encontrar; cabo de guerra - tenho um brinquedo guardado, pra ele não perder o atrativo, que uso em ocasiões como essa, é um frisbee de pelúcia que faz barulho (ela fica louca); saltos - finalmente comprei um bambolê e ela fica pulando; truques - diversos truques, ela se entretém, ganha petiscos e fica cansada.

Tudo bem que, quando a chuva dá uma pausa, saímos as três pra que a Suzie possa fazer suas necessidades na rua - ela não curte muito fazer em casa, mas faz numa necessidade.

O que mais podemos fazer?

1. Faça uma massagem no corpo do cão. A maioria dos cães gosta de ser massageado. Fale suavemente com ele, ou coloque uma música suave para tocar.

2. Se seu cão adora brincar de bolinha, brinque com ele. Jogue a bolinha, ou qualquer outro brinquedo, para ele buscar. Acredite: vocês dois irão se divertir.

3. Coloque capa de chuva (em você e no cão) e saia para passear. Alguns cães adoram, outros detestam: você deve fazer o que agrade o seu cão. A Suzie odeia chuva, chão molhado então pra ela é um castigo andar na chuva, mesmo com capa.

4. Adestramento. Ensine alguns comandos de obediência ao seu cão. Em dias de tempo bom normalmente nos esquecemos disso, porque passeamos, vamos ao parque, ficamos ao ar livre e deixamos o cão "na dele". Mas não podemos esquecer os treinos. E, em dias chuvosos, a gente fica mais motivado afinal, não tem muito o que fazer lá fora mesmo =)

5. Vá à pet shop. Vai ser divertido para os dois!

6. Faça uso de brinquedos que possam ser recheados, como kongs ou outros "quebra-cabeças" para cães. Ontem eu peguei três pedaços de pano de tamanho igual e fiz uma trança. No meio das tranças, fui colocando petiscos. Ela tinha que desfazer as tranças pra comer os petiscos. Se entreteu por alguns minutos, ela conseguiu aprender rapidinho a desfazer as tranças.

Acho que dá pra se divertir, né?! Boa chuva para todos e divirtam-se com seus cães!

Alimentação Natural para cães

Há cerca de um a dois meses eu comecei a pesquisar sobre Alimentação Natural (AN) para fazer em casa, para a Suzie. Quando eu estava grávida e mesmo depois da Letícia ter nascido a Suzie comia AN, mas a gente comprava de uma empresa. Acabamos optando pela ração por conta de espaço no freezer, já que a entrega era de, no mínimo, 2 vezes no mês, o que inviabilizava o armazenamento da comida (e, pra piorar, eu tinha que descongelar a geladeira 2x no mês também) e do preço.

Mas, lendo o site Cachorro Verde, onde tem muita coisa legal explicando como se faz em casa a AN, vimos que seria totalmente viável, prático e em conta fazer a comidinha da Suzie em casa, com ingredientes frescos e variados. No começo achei que seria extremamente trabalhoso, mas percebi que não toma quase nada do meu tempo.

Como sou meio perfeccionista, pesquisei por um mês, conversei com a vet da Suzie (ela topou a mudança da alimentação da Suzie numa boa) e com o Luis. Eu tinha até pensado em fazer alimentação vegetariana, mas, pensando pelo lado da Suzie, não seria justo com ela. Afinal, se ela pudesse escolher entre comer um frango e uma banana, com certeza ela optaria pelo frango (vejo isso na rua, ela prefere tentar comer os pombos do que qualquer coisa que lhe ofereçam). Então, seria mesmo uma AN com carne, incluindo meaty bones, vísceras e a carne propriamente dita, tudo cru. Somente os legumes e ovos são cozidos, mas tudo sem sal.

Abaixo, algumas fotos de como é o processo (bem resumido). Quem quiser conhecer mais, sugiro que leiam o site Cachorro Verde. Lá existe muita informação e, se você optar pela AN, seu cão irá adorar. Mas, claro, consulte sempre um médico veterinário e nunca se esqueça que a AN não são restos de comida, mas sim um cardápio elaborado especialmente para os nossos melhores amigos, feito com cuidado e carinho. Afinal, eles são membros de nossa família e merecem o melhor, não é mesmo?

Aqui, as carnes já acondicionadas nos potes diários. Cada pote contém 190g de meaty bones, 50g de carne e 30g de vísceras. Cada pote é dividido no meio, para as duas refeições diárias (de manhã e à noite. Na hora do almoço, ela come frutas diversas com iogurte e aveia).
Aqui o pote com metade do seu conteúdo. Ia preparar a janta dela então, a primeira metade do pote já tinha sido devorada no café da manhã.
Preparando os legumes para dois dias de AN. Aqui tem couve-flor, brócolis, batata-doce, abóbora e ervilha-torta. Cada pote contém 100g de legumes, sendo que, por refeição, ela come 50g. Mas, algumas vezes, eu coloco um pouco mais de legumes. Aqui eu fiz 150g para dois dias.
Legumes na panela, depois de pesados na balança (anterior), prontos para serem cozidos, com pouca água, por 15 minutos.
O timer que me ajuda a não deixar cozinhar demais e nem de menos (marcando os 15 minutos).
Café da manhã da Suzie. Por motivos técnicos (falta de pilha), não consegui tirar fotos da janta de ontem. Prato ainda sem os suplementos (alho, óleo).
Suzie esperando pacientemente para poder comer (foto da janta).
Suzie feliz, saboreando sua comida natural, feita pela mamãe (aqui e na de baixo, já é o café da manhã).
Fala a verdade: tem coisa melhor que comer comida gostosa?

Atenção: As informações contidas nesta notícia são de responsabilidade dos autores e não expressam a opinião do Confraria dos Galgos

O melhor jeito de apresentar dois cães


Esta semana falei sobre ter um segundo cão aqui. Hoje, vou falar um pouquinho mais sobre este assunto, que muito me interessa (e que pode interessar para outras pessoas também).

Algumas pessoas dizem que é impossível ter um cão só. Mais cães significa mais amor, mas também mais responsabilidade. Uma destas responsabilidades é o custo. Dar conta dele pode ser um desafio, principalmente se seus cães tiverem problemas de saúde.

Se você levar outro cão para sua casa, siga as dicas abaixo para tornar o processo mais fácil para todos os envolvidos. Veja a melhor maneira de se apresentar dois cães.

1. Mantenha a apresentação amigável - É possível apresentar dois cães de uma maneira relaxada, deixando-os se cheirarem e brincarem, desde que ambos sejam sociáveis com outros cães.

2. Vá devagar - Se você não tem certeza de como os cães reagirão, seja cuidadoso: leve-os para caminhar em um território neutro (um parque, por exemplo). Quando eles mostrarem um comportamento amigável ou se eles ignorarem um ao outro, faça este exercício no seu quintal (ou perto de sua casa). Finalmente, deixe-os juntos em casa.

3. Fique atento as sinais - Uma cauda abanando nem sempre significa que os cães estão felizes em se ver. Uma cauda ereta que abana é um sinal de dominância que pode levar à agressão. Se a cauda de um dos cães estiver entre as pernas, ele está com medo e nervoso. Esta situação pede uma aproximação gradual e supervisionada, para evitar que o cão fique com mais medo ainda. Se a cauda do cão está na horizontal e abana de forma relaxada, está tudo bem!

4. O cão dominante aparecerá - Quando os cães eventualmente se encontram sem guia, um deles acaba estabalecendo a dominância. Esta é uma atitude normal e necessária na relação cão-cão, mas algumas vezes o processo pode parecer assustador. Os cães se rodeiam e podem até se desentender, ao ponto de um deles acabar deitado de costas, com o outro em cima dele. Eles podem até mordiscar o pescoço um do outro. Tente não se preocupar demais se isso acontecer. É normal para os cães. Assim que o cão dominante se estabelecer, ele não repetirá esta "manobra".

5. Dê suporte ao cão dominante - Uma vez que os cães estiverem juntos, dê suporte ao cão dominante (normalmente o cão que já morava com você antes). Mostre-lhe que ele é o número um. Ele deverá ser alimentado primeiro, acariciado primeiro, o primeiro a receber atenção e ter direito ao seu lugar favorito para dormir. Não espere que os cães saibam dividir: dividir não é normal para os cães. Alimente os cães separadamente e não dê nada muito gostoso para eles (ossos de couro, orelha de vaca) roerem no início. Quando a hierarquia estiver estabelecida, você poderá dar todos os brinquedos e petiscos que os cães quiserem.

Introduzir um novo cão em casa pode ser muito fácil quando feito da maneira correta. Não fique chateado quando seu cão der um chega pra lá no novato. Este é o jeito como os cães recém chegados aprender as regras da casa. Logo eles se tornarão ótimos amigos.

Se você está pensando em ter outro cão, pense nos custos extras e se você dará conta deles. Não é só comprar mais comida: é mais que isso. Ter uma cão é um responsabilidade muito grande e pode ser caro. À medida que se aumenta o número de cães na casa, também aumenta sua responsabilidade e gastos. Falei mais sobre isso aqui.

Ter um segundo cão


Acho interessante como as pessoas acham lindo quando comentamos que queremos mais um filho. Agora, quando eu falo que quero MESMO ter outro cachorro, JUNTO com a Suzie (e não só depois dela, hunf!), acham que sou louca. E ter dois filhos é o quê, então, senão insanidade? Pra mim, ter dois cães é muito mais fácil. Mas, vamos à matéria?

Ter um segundo cão: duas vezes mais legal
Se você tem um cão e tem pensado em adotar outro, pense bem antes de fazê-lo. Há muitas coisas a serem levadas em consideração como, o cão ideal, manter a paz e equilibrar o orçamento.

Para se manter um cão adulto, gasta-se em torno de R$800,00 a R$1.400,00 por ano, se o cão não tiver problemas. Se você precisar deixar o cão em hotel ou se ele tiver algum problema de saúde, o custo será mais alto. Então, quando você pensa em ter outro cão, você deve pensar nos custos para este cão também.

Agora, vamos falar do cão em si. Quanto melhor for a escola, mais fácil será a transição. Uma hierarquia natural se desenvolverá nas primeiras semanas e geralmente o cão mais velho irá, e deverá, ocupar a posição de "alfa".

O que é melhor: um cão do mesmo sexo ou do sexo oposto? Muitos veterinários e comportamentalistas recomendam um do sexo oposto, pois diminuem as chances de agressão. Bom... eu adotaria outra fêmea, já que a Suzie se dá bem com exemplares do mesmo sexo também.

Que raças evitar? Evite aquelas que são conhecidas por serem agressivas com outros cães, como Pit Bull, Terriers. Claro, pesquise MUITO e escolha uma raça que tenha grandes chances de se dar bem com seu cão. Eu já tenho as minhas escolhidas: Whippet, Sheltie, virinha...

Se certifique que as personalidades dos cães combinem. Se seu cão tem muita energia, pegue um filhote ou cão jovem. Mas, se ele for mais pacato e não muito tolerante, melhor pegar um cão já adulto.

Com o cão já selecionado, a apresentação dos cães é muito importante. Observe seu comportamento, veja como eles reagem um ao outro e decida como continuar.

Considere todos estes fatores quando escolher um segundo cão - e não se esqueça das despesas extras com os cuidados com o mesmo. Além de se gastar mais com comida, brinquedos e cuidados, há também os gastos com veterinário. Então, se você pensa em ter dois cães, seus gastos irão aumentar sim, mas suas alegrias também.

Brinquedo do Mês: Treinando seu cão – Parte Dois


No post anterior apresentei os benefícios do “Brinquedo do Mês”. A primeira parte também foi uma introdução a algumas atividades possíveis. Nesta segunda parte, focarei nos benefícios de usar brinquedos nos quais podemos colocar comida dentro. Sempre supervisione o uso de brinquedos novos até que você tenha certeza que são seguros com o cão sozinho.


A maioria de nós estamos familiarizados com os benefícios do Kong. Este brinquedo, recheado com algo que o cão adore, ocupa seu amigo peludo em uma gama de situações possíveis (quando sozinho em casa, na chegada de visitas, na hora da janta, ou simplesmente quando você precisa de tempo para fazer alguma coisa).


Do ponto de vista comportamental, os benefícios são inúmeros. Um Kong rechado pode ajudar a moldar comportamentos bons e melhorar os negativos. Muitos usuários de Kong conseguiram, com sucesso, prevenir, melhorar ou eliminar problemas comportamentais comuns, tais como ansiedade de separação, treinamento na caixa de transporte, roer objetos, brincar de morder, latir, cavar, entre outros. Dar ao cão um Kong recheado proporciona uma atividade positiva e recompensadora que acaba com o tédio.


Agir de forma preventiva é altamente recomendado por adestradores e comportamentalistas. Introduzir um Kong recheado logo que o cão é filhote ou em intervalos regulares, ajudam a prevenir muitos comportamentos negativos. Por exemplo, a ansiedade de separação, como muitos donos podem afirmar, é um problema comportamental sério e muito difícil de solucionar quando diagnosticado. Para ajudar a prevenir a ansiedade de separação, calmamente ofereça um Kong recheado antes de deixar o cão sozinho: isso pode ajudar a amenizar os problemas causados pela ansiedade.


Atividades de treinamento usando diferentes brinquedos para rechear

A cada novo brinquedo que você dá ao cão, disponha de certo tempo para treiná-lo a usar o brinquedo corretamente. Sempre comece pelo nível mais fácil de cada brinquedo. Recheie o brinquedo com petiscos na frente do cão. Então, coloque o brinquedo no chão perto do cão, para lhe mostrar como funciona, até que o primeiro petisco saia. Então, deixe que seu cão continue. É muito importante que o cão ganhe na introdução do brinquedo e em cada nível de dificuldade. Os reforços positovos manterão o cão entretido e desejoso de trabalhar mais. Alguns níveis deverão ser apresentados repetidamente até que o cão domine as habilidades necessárias para brincar. Se o cão se frustra ou perde o interesse, volte a um nível anterior (mais fácil).


Alguns brinquedos possuem aberturas ajustáveis que ditam o nível de dificuldade e a duração da brincadeira. Em outros, o nível de dificuldade pode ser ajustado com o tamanho e forma dos petiscos usados: quanto menor o petisco, mais fácil é o nível de dificuldade. Não use petiscos maiores que o buraco!


Para os brinquedos de borracha “recheáveis”, quanto maior o petisco maior a dificuldade e tempo consumido na atividade. Também se pode colocar líquidos saudáveis ou uma combinação de petiscos e líquidos e congelar o brinquedo para aumentar o tempo de brincadeira.


Assim que o cão aprenda a usar diversos brinquedos “recheáveis”, ele está apto a começar a usar vários brinquedos de uma vez. Vários brinquedos aumentam o tempo de atividade, resultando numa oportunidade maior de ocupar o cão de forma positiva. Atividades mais longas reduzem ou eliminam as chances de desenvolver comportamentos negativos. Abaixo, dois métodos com vários brinquedos:


  1. Desafio Progressivo – recheie três ou mais brinquedos, um em um grau de dificuldade maior que o outro. Ofereça-os de uma vez. A maioria dos cães começará com o mais fácil deles antes de ir para o mais difícil. Este método garante uma vitória rápida com o brinquedos mais fácil, motivando o cão a continuar brincando com os outros brinquedos.

  2. Vários Brinquedos – escolha três ou mais brinquedos, recheando apenas um e oferecendo todos de uma vez. Seu cão usará o olfato para determinar qual brinquedo contém a recompensa. Depois, recheie outro brinquedo e repita o processo.

Salvem minha praia!


Queridos Confrades,

Venho, encarecidamente, pedir que vocês me ajudem a enfrentar mais esse desafio com Fiona, com a experiência de vocês.
Vocês já sabem que sou de Salvador e eu e Fifi adoramos Praia. Mas enfrentamos problemas nessa nossa paixão!
Começa com a casa de Praia, que é um Apartamente térreo, onde pessoas passam na rua e dá pra ver na janela. Fiona late, late, late. Ora com pêlo eriçado, ora chorosa, ora animada, ora visivelmente querendo fugir, mesmo quando estamos em casa. Incomoda os vizinhos! Muito!
Pesquisando na internet achei aquele aparelho que emite um som ultrasônico, chamado Dazer, mas não sei se funciona, se é benéfico, se não a deixaria ainda mais louca. Vocês conhecem? Sabe de alguém que usa?
E na casa de minha irmã, vizinha à nossa, então, é ainda pior. Além dela latir muito quando as pessoas passam, ela foge! Galgos fugindo é nada legal, certo? Lá ela passa pelo portão, preciso colocar redes a mais, pois ela aprendeu a passar pelo portão. Ela pula e passa, nem precisa se apertar, rápida como uma flecha! Mesmo quando estamos em casa com ela, a família toda...
Na praia, eu a solto, as vezes. Ela sempre volta quando a gente chama, a não ser que tenha piqueniques ou pessoas interessantes na ótica dela. Queria uma coleira daquela retrátil realmente eficiente. Fiona já arrebentou duas com suas arrancadas. Alguma que trave apertando o botão, não de ficar segurando, vocês me indicam algum fabricante? Será que existe?
Porfavor, me ajudem mais uma vez!
E prometo deliciar vocês com um vídeo dela correndo na praia pra vocês verem como o esforço vale à pena.
Um beijo enorme a todos!

Programa de Higiene Bucal

Para quem tem um cãozinho que até hoje não aceita bem a escovação dental (como o Sr. Zé), segue a dica do site Dental Vet, onde achei um Programa de Higiene Bucal que nos dá dicas de como acostumarmos nosso cão a escovar os dentes em 1 mês.
Estou confiante de que se eu seguir direitinho, daqui a 30 dias Zezinho estará aceitando a escovação, vamos ver..rs

E outra coisa, eu não estou com pressa, se precisar demorar um pouco mais tudo bem, irei no ritmo que o Zé me permitir.
Nesses primeiros dias irei passando o dedo em sua gengiva várias e várias vezes, até ele não ligar mais para isso e ao mesmo tempo irei mostrando sua escovinha (que ele não gosta muito..rs)

Bom, daqui a 1 mês eu conto o resultado..rs

Arcada dentária de um cão adulto



Incisivos
6 superiores e
6 inferiores

Caninos
2 superiores e
2 inferiores

Pré Molares
4 superiores e
4 inferiores

Molares
2 superiores e
3 inferiores.



Fonte: DentalVet Odontologia Veterinária, acesse o site e saiba mais sobre o assunto.

Lidando com o cão que rouba comida

Começando a nova fase do "Você pergunta, a Ful responde", vou responder mais detalhadamente a dúvida da Mila. A próxima dúvida a ser respondida será: O que fazer em caso de briga?
Dé, sua dúvida eu vou ter que pesquisar mais, tá bom? Mas ela será respondida, com certeza!

Vamos ao texto então =)

Estou cheia de dúvidas aqui e preciso de uma mãozinha de vocês. Não sei quantos já passaram por isso, ou se ainda convivem com esse problema, mas é que Fiona anda querendo comer o que não pode. Ela sobe na mesa, quando ninguém ver. Pede comida o tempo todo quando nos vê comer, e chora, e arranha. E não é por que ela tá faminta, não! As vezes, sei que não é o correto no tocante ao treinamento, mas procuro dar comida a ela antes de eu comer e ela pede do mesmo jeito!

Queria muito que vocês me ajudassem, já tive cachorros que faziam o mesmo, mas os galguinhos conseguem pular. E isso não está fazendo bem pra saúde dela, ela já vomitou algumas vezes. Já teve ressecamento de fezes, e muitas vezes, nem conseguimos descobrir exatamente o que ela "roubou"! E sei ainda que alguns alimentos, a longo prazo, podem prejudicar os rins e outros órgãos.

Sou muito inexperiente com cachorros, cuidei mais deles quando criança, a responsabilidade maior não era minha. Me ajudem, porfavor!
Um grande abraço e conto com vocês!

Roubar comida é algo em que os cães são realmente bons, além de ser um comportamento auto recompensatório (ele vê a comida, pega e ela é uma delícia: pronto, ele mesmo se recompensou pelo ato de comer).

Cães que são punidos por roubar comida geralmente não roubam comida na presença dos donos, para evitar broncas, e não porque eles acham que o que estão fazendo é errado.

Então, se para os cães não é errado roubar comida e eles gostam dela, o que podemos fazer pra proteger nossa comida? Veja algumas dicas:

  • Mantenha a comida fora do alcance. Uma solução simples e eficaz. Não deixe comida na pia ou na mesa: muito tentador para o cão. Guarde em locais altos ou dentro da geladeira e/ou forno.

  • Alimente bem o cão. O cão pode estar motivado a roubar comida por duas razões: fome ou o atrativo da comida. A fome pode ser “morta”, mas comida boa é sempre comida boa. Ajuda dar uma boa refeição ao cão antes dos seus amigos chegarem para jantar.

  • Treine o cão para “largar”. O melhor método é usar o “Zen canino”. Para saber como funciona este treino, clique aqui. Lembre-se: nunca usar punição positiva. O reforço positivo é o melhor método de treinamento.

  • Punição despersonalizada. Se algo desagradável acontecer quando o cão roubar comida, pode fazê-lo parar de tentar. Não é necessário nenhum aparelho ultra moderno. Com a Suzie eu bolei umas "armadilhas". Colocava uma tampa de panela em cima (ou na frente) do prato com comida (lógico que eu em casa, pra Suzie não comer mesmo). Quando ela subia na pia, ou na mesa, pra comer a comida, caía a tampa de panela (algumas vezes eu grudava duas ou mais tampas de panela, com barbante e durex... risos. Era uma barulheira...). Isso pra despersonalizar a punição, afinal, a gente quer que os cães não roubem comida nunca, não apenas quando estivermos por perto, não é mesmo? Tb coloquei a máquina pra filmar, pra ver como estava indo. Com o método de deixar filmando, mas vc conseguindo ver de outro cômodo da casa, pode tocar uma buzina, corneta ou usar uma lata com moedas pra fazer barulho no momento em que ele vai roubar a comida (um pouco antes, não quando ele já estiver com a comida na boca: timing é tudo!).

  • Restrinja o acesso do cão às áreas que tenham comida. Pode parecer ridúculo falar isso, mas muita gente esquece de não deixar o cão ter acesso a lugares com comida (vocês jantando e o cachorro lá, pedindo comida, pulando na mesa...). Arrume um lugar confortável para o cão ficar, e com entretenimento também. Ofereça brinquedos que você possa esconder comida dentro: são os melhores; ossos, esconda petiscos, essas coisas. Você também pode ensinar seu cão a ir para a caminha (saiba mais aqui) enquanto você faz um lanche, sem ele ficar com aquele olhar pidão. Aqui em casa, quando comemos, a Suzie fica na caminha dela (no puf dela, na verdade). Não atrapalha, fica feliz com seus brinquedos e podemos comer sossegados.

Outras dicas

Quanto seu cão pede comida, em algum momento você dá a comida pra "ele não encher mais"? Muuuuuita gente faz isso, direto, mas só está aumentando ainda mais o problema: o cachorro vai ficar cada vez mais e mais insistente até conseguir o que quer. Deve-se ignorá-lo nesses casos.

A Suzie também come antes da gente (existem outras maneiras de mostrarmos liderança, não existe só a gente comer primeiro e depois o cachorro - isso não o tornará dominante). No começo ela pedia, claro, todo cachorro pede. Mas nunca demos.

O que faço é guardar pedacinhos de queijo ou frutas, quando como, e dou a ela enquanto a ensino, mas nunca comigo comendo. Só mesmo depois. Por exemplo: ontem eu e a Lê estávamos comendo melão depois da janta. Guardei um bocadinho pra Suzie e fiz ela trabalhar pra ganhar. Ela tem bem claro que isso é petisco, só ganha depois das refeições. E cuidado com as guloseimas que vc dá a ela. O que é usado aqui: queijo, tofu (sem tempero, claro), frutas, legumes, ovo mexido (sem tempero tb), pão, biscoitinhos caninos. Mais nada.

Conclusão

Nosso trabalho é ensinar ao nosso cão boas maneiras e comportamentos aceitáveis. Treinamento a base de reforço positivo é a melhor maneira de conseguir. Um cão bem treinado é um cão mais feliz e mais bem-vindo nos lugares.


Guia 4 rodas viagens com seu cão

Eu sou uma fuçadeira de blogs e, ontem, lendo um blog muito interessante, mas nada a ver com Galgos (e sim com agility), descobri que tem o guia 4 rodas viagens com seu cão para download gratuito (aqui).

Já baixei o meu e, gente, tem muitas dicas interessantíssimas, vários hotéis que aceitam cães (alguns, não tem todos não, tá), veterinários nas cidades, restaurantes e bares que aceitam cães, trilhas e muitas dicas super bacanas.

Gente, vale a pena baixar e ter este guia. Sinceramente, desta vez não daria mesmo pra viajar com a Suzie: vôo com conexão não é mole, e, como disse no texto, a viagem perderia totalmente a graça se a caixa de transporte não chegasse no lugar de destino =( Melhor mesmo ela no hotel, onde é bem tratada, do que num avião, sozinha, por mais de 6h e, depois, chegar num lugar que nem poderia ficar solta... não dá.
Suzie em Campos do Jordão

A Importância das Caminhadas

Vou fazer uma série nova: A importância da... Vamos começar com a importância das caminhadas.

O que acontece quando pegamos a guia? Provavelmente o cão mal pode esperar e fica doidinho, de tão excitado. Passear com o cão é muito importante: pra ele e pra você. Não é apenas fazer as necessidades na rua e dar uma voltinha no quarteirão pra “sair de casa”. Os cães também precisam de interação social e estímulo mental, além da brisa suave batendo no focinho (e trazendo cheiros deliciosos) e do exercício.

Benefícios dos passeios diários

Passear diariamente com o cão dá a ele a oportunidade de passar um tempo com você, fazendo, juntos, uma atividade que ele adora. O estímulo mental ele consegue cheirando, olhando e ouvindo o que se passa no caminho: isso é tão importante quanto o exercício físico em si. O passeio é uma excelente oportunidade para praticar a obediência e reforçar o ele que une você ao seu cão. Quando vocês encontram outro cão ou pessoa, isso dá ao seu cão a oportunidade de praticar habilidades sociais.

Suzie passeando com a mamãe

Passear é o melhor exercício para cães de qualquer idade e estilo de vida. Mesmo cães que vivam em casas com quintais imensos precisam caminhar, afinal, não é porque vivem em uma casa com quintal que eles se exercitam e tem os estímulos necessários para ter qualidade de vida. Cães que vivem em apartamento devem sair, sempre que possível, cerca de quatro vezes por dia e cães que vivem em casas com quintal pequeno, de duas a três vezes ao dia. Vinte minutos (ou mais – pra mim, 30 minutos é o mínimo aceitável) é um tempo bom, mas, quanto mais, melhor.

Após as refeições os cães estão mais inclinados a fazer suas necessidades: levá-los nessa hora para uma caminhada rápida, só pra se aliviar, é uma boa pedida (exercícios mesmo devem ser feitos ANTES do cão comer. Não é bom se exercitar com a barriga cheia). Mas, isso só funciona se o cão tiver horários para comer; cães que tem comida à disposição são uma verdadeira incógnita quando se trata de hábitos sanitários.

Guias e sacolinhas

Os cães devem sempre andar com coleira e guia, pra segurança deles, de outros cães e de outras pessoas. Andar na guia é a maneira mais segura de se caminhar com seu cão; mesmo o cão mais bem treinado pode se distrair e atravessar a rua... Caminhar com a guia também evita que seu cão entre nas casas de outros cães e, possivelmente, deixar as pessoas que lá moram bem chateadas com a invasão. Deixar os cães soltos, só em áreas devidamente cercadas e com cães sociáveis. Não importa local que você e seu cão passeiam, nunca se esqueça das sacolinhas plásticas para recolher as fezes dele. Se você pretende passear por bastante tempo, leve tambem água para seu cão.

Benefícios dos passeios diários para ter um cão educado

Adestradores, proprietários e veterinários concordam que os cães devem fazer caminhadas diárias. A razão para isso nem sempre é bem explicada. Mas a verdade é que caminhar com o cão é saudável – proporciona exercício para dono e cão – mas os benefícios vão além do aumento da capacidade cardio-respitarória.

Como caminhar com o cão

Muitas pessoas não andam corretamente com o cão. É muito mais comum vermos o cão levando o dono para passear, puxando-o em todas as direções, indo de um lado para o outro, e o dono sendo praticamente arrastado de um lado pro outro. Alguns donos dizem que os cães parecem gostar de puxar, mesmo sendo praticamente enforcados a caminhada inteira.

A melhor maneira de caminhar com o cão é ele ao lado do dono, com a guia frouxa (saiba mais sobre este treino aqui). Para isso é preciso prática, consistência e paciência para ensiná-lo a andar com a guia frouxa. Não há dúvidas que os benefícios são enormes.

Benefícios da caminhada diária

Os cães tem um instinto migratório e a caminhada diária ajuda a satisfazê-lo. Ao mesmo tempo, o exercício de levar o cão para andar com a guia frouxa reforça as boas maneiras. Ser o “líder” da matilha não é dominar o cão, mas sim ter um cão que ouve o dono e se comporta apropriadamente em diversas situações.

As caminhadas diárias devem ser ajustadas de acordo com as necessidades de cada cão. Um cão com alta energia, como o Border Collie, deve caminhar por períodos mais longos que raças pequenas, como o Yorkshire Terrier. Por exemplo: andar uma hora com um Border Collie ajuda a gastar energia, enquanto um passeio de meia hora pode ser mais que suficiente para um Yorkie.

Ferramentas para educar

Existem várias delas à disposição. Cada uma trabalha de um modo diferente, mas com o mesmo objetivo. Vão desde guias de exposição, que ficam na parte mais alta do pescoço, atrás das orelhas; passando pelos famosos enforcadores; até a Gentle Leader e a Easy Walk. Eu, particularmente, prefiro métodos que não machuquem o cão e não uso enforcador na Suzie (uso o meio-enforcador, mas usei a GL no começo, para ensiná-la a andar tranquila na guia – hoje estou descobrindo a Easy Walk).

O melhor, para escolher a ferramente ideal, é procurar um adestrador ou comportamentalista que não faça uso de punições (se for alguém que treine com cliker, melhor ainda!).

Cão cansado é cão comportado!

Caminhadas, exercícios, juntamente com enriquecimento, uma boa dieta e adestramento positivo: são todos fatores importantes em ter um cão bem comportado. Mas, estamos falando dos passeios agora. E eles são, sim, importantes! Com eles, seu cão vê o mundo lá fora, você pode ensinã-lo boas maneiras, permitir que ele encontre outras pessoas, cães e animais para se socializar e mantê-lo socializado (na verdade, nunca terminamos de socializar nossos cães). Além dos passeios, existem outras maneiras de se exercitar com o cão, dentro ou fora de casa:

  • andar de bicicleta (existem equipamentos próprios para se andar de bicicleta com segurança com seu cão ao lado) ou correr com o cão (mas nunca com filhotes e antes de começar, converse com o médico veterinário);

  • fazer trilhas;

  • seguir odores (duas vezes de 30 minutos ou três vezes de 20 minutos todo dia);

  • nadar;

  • brincar com outros cães;

  • brincar com os donos.

Mas, antes de exercitar seu cão, não se esqueça da idade e raça do seu cão e das condições climáticas (temperatura e umidade (não dá pra correr com um Husky Siberiano às 11 da manhã num calor de 35 graus!).

Quanto mais exercícios proporcionamos aos nossos cães, melhor. A maioria dos adultos jovens precisam de pelo menos uma hora diária de exercícios, algumas raças precisando mais que outras. Cães pastores e de caça, até os dois anos, precisam de horas de atividades diárias para se tornarem companheiros comportados e felizes, mas nem tudo precisa ser de exercício físico.

Outra forma de exercitar os cães, mas muito pouco explorada pelas pessoas, são os exercícios e estímulos mentais. Ensine ao cão truques e coloque a comida do cão em brinquedos próprios para isso (como o Kong ou uma garrafa pet com alguns buracos – feita em casa mesmo) ao invés de oferecê-la sempre no potinho de comida. Assim, as refeições manterão o cão ocupado por cerca de 30 minutos a 1 hora, ao invés de 5 segundos.

Cães não se entretem sozinhos. Se você solta seu cão no quintal, ele não se exercitará sozinho (a menos que tenha(m) outro(s) cão(es) para brincar). O mais provável é que, isolado no quintal, ele lata de tédio, tente escapar ou resolva fazer jardinagem. Sempre supervisione o cão quando estiver no quintal e, se ele fica lá enquanto você trabalha, canse-o antes de sair para trabalhar e deixe à disposição brinquedos que o estimulem mentalmente, brinquedos para roer e esconda petiscos. Assim ele ficará entretido por bastante tempo e até tirará uns cochilos de vez em quando. Se você fica 10 horas fora de casa, e não conseguir tempo no almoço para voltar e dar um passeio e atenção ao seu cão, pense em contratar um passeador responsável (existem empresas especializadas neste serviço, não saiam contratando qualquer um que se proponha a levar seu cão pra passear – essa pessoa, por mais bem intencionada, pode pensar em somente ir até a esquina e voltar, não satisfazendo as necessidades do cão) e/ou, alguns dias na semana, colocá-lo em uma creche canina. Quando eu trabalhava fora, tinha horários bem flexíveis e a Suzie passava 6h sozinha, mas não direto, divida em 2x (3h de manhã e 3h à tarde). E eu sempre a cansava antes de ir trabalhar e também quando chegava.

Caminhadas diárias devem fazer parte da rotina diária

Não é incomum que muitas pessoas decidam comprar uma casa com quintal grande para deixar os cães felizes. Estes donos estão tentando dar o melhor para seus cães: ao dar-lhes bastante espaço, acreditam que estão fazendo um favor ao cão, já que ele poderá correr pelo quintal todos os dias, sempre feliz.

Na verdade, um grande quintal é uma excelente oportunidade para os cães explorarem e brincarem soltos, mas o erro está em achar que pode-se trocar as caminhadas diárias por um quintal. Então, estes donos bem intencionados, deixam o cão no quintal, o alimentam e nunca só saem com o cão quando chega a hora de ir ao veterinário. Ao fazer isso, os donos perdem uma excelente oportunidade de educar os cães através dos passeios.

O que caminhar significa para os cães

Para os cães, caminhar é instintivo. Na natureza (nem precisamos ir tão longe: vejamos os cães de rua e cães que vivem com mendigos, catadores de lixo...), os cães andam muito todos os dias, procurando alimento. Essas andanças podem durar até 10 horas. Bastante, comparado com a mera 1 hora de passeio diário que a maioria dos cães tem hoje em dia.

Observando lobos andando pelo território em busca de presas, nota-se que a matilha possui um líder, que é responsável por tomar decisões, como para onde ir e o que fazer e, então, a matilha segue o líder. A matilha está sempre atenta ao líder e o seguem sem tentar ir à frente dele e nem parando para cheirar tudo no caminho: todos os lobos andam juntos, com o líder sempre na frente e alerta.

Na vida doméstica, nós deveríamos fazer o papel do lobo líder: assim, o cão estará sempre atento em nós, sem puxar a guia e sem ficar parando toda hora (mas faça pausas durante o passeio pro seu cão cheirar: parando em praças ou em jardins que, com certeza,estarão cheios de cheiros interessantes).

Mas, calma lá: não é pra agirmos como lobos e ficarmos rosnando, mordendo e dando patadas nos nossos cães! Existem muitas maneiras de conseguirmos que nossos cães prestem atenção na gente, e fazer o cão ter medo de nós não leva a nada. Aliás, violência gera violência: devemos tratar nossos cães com respeito e paciência, como gostamos de ser tratados. Métodos positivos ao ensinar seus cães, hein?!

O ritual da caminhada

Na natureza, lobos e cães selvagens andam pela manhã e no fim da tarde, quando caçam e, depois, lógico, comem. Em casa podemos repetir este ritual de caminhar e depois comer. Exemplo e algumas dicas:

  1. Eu chamo a Suzie e peço pra ela sentar. Coloco a coleira e a guia (e, em alguns casos, a mochila de exercícios – depois falo sobre ela). Suzie mochileira

    Muitos dizem que o cão não deve estar excitado quando colocamos a coleira nele mas... risos. Só que a Suzie SEMPRE se acalma quando coloco a coleira nela. É como se ela ficasse atenta que vai andar comigo, e não me puxar.

  2. Agora uma questão controversa: passar pela porta antes do cão. Muitos dizem que devemos fazer isso pois, se permitirmos que o cão passe em nossa frente ele nos liderará. Bom... existem muitos treinadores com clicker que dizem que não tem nada a ver. Quem são estas pessoas? Melissa Alexander e Pat Miller. Sinceramente, existem outras maneiras de o cão nos respeitar... Algumas vezes pra mim é mais fácil a Suzie sair na minha frente; em outras eu saio na frente dela. E estamos bem, obrigada.

  3. Na rua, o cão deve caminhar ao lado do dono ou ligeiramente atrás dele. Suzie anda assim comigo, digamos 95% do tempo ou mais. Depende da quantidade de moscas e pombos que encontramos no caminho... risos. Se ela começa a me puxar, vou andando de marcha a ré até ela perceber que puxar não leva a nada. Mas, o treino de andar com a guia frouxa vou fazer pra sempre... ela é muito atenta: tanto em mim quanto com as coisas ao redor (por mais que eu não ache ela atenta comigo, um treinador de agility comentou o quanto ela é atenta em mim, que ela daria uma bela agiliteira. Será?!)

  4. Mais uma controversa: dono comer primeiro. A gente come todo mundo junto ou, então, a Suzie chega e já come. Ah, faça-me o favor, existem outras maneiras... O que eu faço que dá super certo: ela precisa trabalhar pra comer. Sim. Ela não chega e já recebe a comida no pote e pronto, vai comer. Nããããooo... ela sente, deita, rola, dá a pata, faz wave, targeting, dá beijos, faz alguns truques, dá uns passos de dança e, aí sim come: ma parte no pote, outra parte num brinquedo que solte a ração se ela o ficar rodando pela casa. Muita gente (mas muita mesmo, praticamente todo mundo que conheço) diz que eu judio dela. Ué... mas a gente não trabalha pra comer tb? Ou a comida aparece na nossa porta? E a Suzie simplesmente ama estes momentos comigo. São momentos só nossos (tá, a Lê participa). E outra: não damos comida pra ela na mesa.

Cães nasceram para caminhar: privá-los das caminhadas diárias é privá-los de uma função importante na vida deles. Ande com seu cão todos os dias, ele será grato por isso. Além de tudo, é uma ótima maneira de estreitarmos nosso relacionamento.

Fontes: http://dog-training.suite101.com/article.cfm/the_importance_of_walking_your_dog

http://www.mchumane.org/theimportanaceofwalkingyourdog.shtml

http://dog-care.suite101.com/article.cfm/the_importance_of_walking_your_dog

http://petdoc.com/story/the-importance-walking-your-dog


Especial : FILHOTES

Amigos, esse especial sobre Filhotes surgiu a pedido da nossa amiga Mila, de Salvador, então será dedicado a todos os filhotinhos, em especial à Fiona (filhota da Mila), uma Italian Greyhound muito linda e amada.

O texto ficou imenso, isso significa que o trabalho e cuidados que os filhotes exigem não são poucos.
Apesar de bem recheado, sei que ainda falta muita coisa, se alguém se lembrar de algo importante, se tiver alguma dica especial para filhotes, me envie que eu acrescento no texto, ok?

Boa leitura à todos.




Especial: FILHOTES

Parecem pitbullzinhos, mas são filhotes de whippet,
os filhos do Zé no dia em que nasceram.

Para nós que amamos esses magrelos (ou gorduchos também, é claro), a chegada do filhote é um momento marcante e inesquecível, na maioria das vezes esse momento foi aguardado com grande ansiedade e por muito tempo. Eu aguardei uns 4 anos para ter o meu Zezinhoe valeu a pena esperar..rs.

Mas devo lembrar que nem tudo é festa. Junto com toda a alegria, recebemos também uma lista de deveres e obrigações, iremos lidar com verdadeiras crianças que necessitam de atenção constante e muitos cuidados com alimentação, saúde, higiene, segurança e etc.

Como estão em fase de desenvolvimento, nossos amados magrelos que são muito inteligentes por sinal, aprendem tuuudo com imensa facilidade. Tudo o que for errado eles aprendem sozinhos, mas o correto, algumas vezes, nós temos que ensinar..rs Essa é a hora certa de acostumarmos nossos bebês caninos com banhos, limpezas dentárias, limpezas de ouvidos e muito mais.

Mas antes de cuidar dele, você precisa preparar a sua casa para recebê-lo e fazer o enxovalzinho do bebezão.

ENXOVAL


Caminha bem macia;
Cobertor ou manta (eles sentem muito frio e os galguinhos ainda mais) ;
Comedouro ;
Bebedouro ;
Coleira ;
Guia ;
Brinquedinhos ;
Plaquinha de Identificação ;
Luva para escovação do pêlo;
Escova dental ;
Creme dental ;
Jornal (acumule com antecedência, vc vai usar bastante)

    Faltou alguma coisa? Avisem, caso lembrem de algo, ok?

    ADAPTAÇÃO NA NOVA CASA
    Embora na maioria das vezes os filhotes não demonstrem, creio que essa fase não deve ser tão simples para eles, afinal já estavam acostumados com toda uma rotina, com a companhia de sua mãe e irmãos e de repente ele perde tudo isso e para piorar vai para um lugar totalmente desconhecido e com pessoas estranhas. Por isso é importante facilitar e até mesmo imitar alguns hábitos adotados na antiga casa, se puder traga junto com ele um paninho com o cheirinho dos irmãos e da mãe.

    Prepare-se para recebê-lo, prepare a sua casa, casa que também será dele, onde, provavelmente, ele viverá toda a sua vida. Defina o cantinho do bebê, ele deve ter acesso a casa toda, mas é imprescindível que ele tenha um cantinho só dele, com sua caminha e seus paninhos.. é para lá que ele irá quando quiser descansar. Às vezes esse cantinho dele, é um canto no seu sofá, que eles amam ou até mesmo na sua cama, tudo bem.. é ótimo compartilhar nosso espaço com eles. Se você se preocupa com os pêlos, use uma capa no sofá e uma roupinha fina no filhote, dessa forma você quase não verá pêlos pela casa.

    Nesse frio (e no verão também) é uma delícia dividir a cama com eles, mas se você não permitir que ele durma com você, coloque uma bolsa de água morna na caminha dele e mantenha-o coberto, ele sentirá o calor que sentia antes ao lado de sua mãe e irmãos. Outra sugestão é colocar um relógio mecânico, pois simula os batimentos cardíacos da mãe (nunca testei essas dicas, mas sãoo tão antigas e divulgadas que devem ajudar)

    Em caso de choro, tenha calma, ele está sentindo falta da família, em alguns dias se acostumará com sua nova casa.
    Até o quinto mês de vida, os filhotes em geral dormem mais do que o normal, deixe-o dormir , evite incomodá-lo. No caso dos whippets, eles dormem mais do que o normal para sempre, não apenas até o quinto mês.. não estranhe..rs

    Coloque folhas de jornal num local específico para o filhote se habituar a fazer as necessidades sempre no mesmo lugar. Lembre-se que os filhotinhos fazem xixi toda hora, facilite a vida dele, se for preciso coloque jornais em vários cômodos da casa e a medida que ele for aprendendo a se controlar você vai eliminando e restringindo o jornal apenas ao 'banheiro' dele.

    ALIMENTAÇÃO

    Nem vou entrar na questão sobre alimentação caseira ou industrializada, hoje em dia sou bem favorável à alimentação caseira desde que bem balanceada, feita especificamente para o cão (nada de dar sobras, ok?) e com acompanhamento do veterinário, mas é um assunto muito complexo para se abordar aqui, e no caso específico dos filhotes é muito mais seguro a alimentação industrializada.

    Portanto é importante oferecer uma ração de qualidade super premium e específica para filhotes, cuja formulação leva em conta suas necessidades nutricionais e favorece uma excelente saúde e desempenho futuro
    De preferência mantenha a mesma marca oferecida pelo criador, mas se achar necessário a troca, faça-a gradualmente, devido ao stress da viagem e da mudança de casa ele está mais suscetível a um distúrbio intestinal.

    Até os 6 meses a alimentação deve ser oferecida em várias porções diárias, sempre observando horários regulares, mesmo comedouro e local.

    Os filhotes normalmente bebem bastante água, deixe água limpa, filtrada e fresca à disposição o dia todo, devendo ser trocada diariamente, e se possível várias vezes ao dia. Deixe a vasilha sempre no mesmo local e se puder coloque mais vasilhas pela casa, isso ajudará o filhotão a se lembrar de tomar água. A Fúlvia, postou a nota
    Quanto de água nossos cães precisam beber? leia também.

    A quantidade de alimento oferecida deve ser a informada na embalagem, convém conferir a quantidade correta numa balança de cozinha, às vezes pode parecer pouco, mas é exatamente o que ele precisa para crescer ativo e saudável.
    Quanto melhor a qualidade da ração, maior será o aproveitamento do cão e menor a quantidade necessária. Uma ração um pouco mais cara, normalmente dura mais. No caso de dúvidas, converse com o seu veterinário.

    Aproveite a hora da refeição do seu amiguinho para estreitar ainda mais os laços entre vocês. Ao oferecer a comida, ofereça junto carinho e amor. Converse com ele sempre que levar sua comidinha e faça um gostoso afago, a ração ficará ainda mais saborosa..rs.

    Alguns filhotes recusam a ração, mas insista, se você ceder e oferecer outro alimento, depois será ainda mais difícil de acostumá-lo com a ração. Misturar um pouco de ração úmida na ração seca engana bem, mas não é o ideal.

    Em geral, os filhotes tem bastante fome, mas muitas vezes, preferem brincar ao invés de comer. Pular uma refeição é normal, se ficar duas refeições sem comer e estiver ativo, observe com mais atenção, mas se ele recusar novamente a 3º refeição, leve-o ao veterinário, tem algo errado.

    O ideal é habituá-lo a comer no momento em que a ração for servida, evite deixar a ração exposta por mais de 30 minutos.

    Se precisar mudar de ração, siga a orientação da embalagem, faça essa mudança gradualmente, misturando um pouco da ração nova na antiga, aumente aos poucos a porção da nova ração.

    ATENÇÃO: Não adianta comprar uma ração de qualidade e não armazená-la corretamente. Leia o post Conservando os Nutrientes da Ração e saiba o que fazer para garantir que ração que você oferece ao seu cão seja nutritiva do primeiro ao último pellet/grão.

    VACINAÇÃO


    A vacinação é indispensável, não dá para abrir mão, tanto nos filhotes, quanto os reforços anuais nos adultos.

    Vacinando o seu cão, você o protege de inúmeras doenças gravíssimas e os filhotes só devem passear na rua após terem tomado todas as vacinas.

    Mas lembre-se, toda vez que vacinamos nosso cão, o adoecemos artificialmente para que o seu organismo responda com o aumento de células de defesa, podendo gerar problemas, por vezes perigosos. O que quero dizer é o seguinte..
    A vacinação deve ser feita apenas por Médicos Veterinários, eles sabem quais são as melhores vacinas, quais são realmente necessárias, sabem armazená-las corretamente e antes da aplicação fazem o exame clínico, certificando-se de que o animal está apto para receber a vacina.

    O cão deve ser vacinado a partir dos 45 dias, sendo feitas 3 doses de vacina polivalente (intervalo de 21 à 30 dias) e uma dose de vacina anti-rábica (120 dias).
    Após 1 ano da última dose da polivalente e da anti-rábica é indicado o reforço anual de ambas a cada ano, para o resto da vida, pois doenças como cinomose e leptospirose podem se manifestar em cães adultos.

    A múltipla V 10 protege contra Cinomose, Hepatite Infecciosa Canina, Adenovírus Canino Tipo 2, Coronavírus Canino, Parainfluenza Canina, Parvovírus Canino, Leptospira canicola, Leptospira icterohaemorrhagiae, Leptospira grippotyphosa e Leptospira pomona. Todos esses tipos virais são extremamente importantes para o animal, pois a grande maioria apresenta sinais severos, tratamento caro e muito vezes podem ser até fatais.

    A anti-rábica protege contra raiva

    A Tosse dos Canis previne contra doenças causadas pelo Adenovírus Canino tipo 2, pelo vírus da Parainfluenza Canina e pela Bordetella bronchiseptica.

    E a Giárdia previne contra Giardia lambia, atualmente disseminada por todo o mundo e reconhecida como zoonose (transmitida ao ser humano). O cão infecta-se facilmente ingerindo cistos de Giardia, que podem estar presentes na água, nos alimentos ou nos pêlos dos animais.
    A Giardíase (doença causada pela Giárdia) causa a síndrome da má-absorção/má-digestão, levando à desidratação, diarréia, perda de peso, dor abdominal e flatulência. Além disso, são sinais clínicos comuns da Giardíase a perda de apetite, vômitos e letargia.
    A vacinação de cães reduz significativamente a incidência, a severidade dos sintomas e a duração da eliminação de cistos e, conseqüentemente, o número de cistos eliminados



    ATENÇÃO: A VACINA CONTRA LEPTOSPIROSE REQUER REFORÇO SEMESTRAL
    Quando você vacina seu cão com a múltipla V10, ele só está protegido contra a Lepto nos primeiros 6 meses, depois disso ele está vulnerável. É preciso revacinar com a vacina isolada contra Lepto 6 meses após a v10, principalmente se você mora em casa térrea.
    O esquema é aplicar v10, 6 meses depois a lepto, depois de 6 meses a v10 novamente e por aí vai.. sempre intercalando a v10 com a lepto.

    BANHO

    Deve-se adiar ao máximo o 1º banho, mantenha-o cheirosinho limpando-o com uma misturinha de água morna e uma pequena quantidade de sabão neutro. Limpe-o suavemente com um paninho macio, sem encharcá-lo, mas mesmo assim seque-o com secador no final.

    Agora se o filhote estiver mesmo precisando de um bom banho, e se ele já foi devidamente imunizado com as 3 doses da V10, o banho pode ser dado, desde que se tome alguns cuidados.


    Dê o banho em casa, fuja de pet shops com seu filhote, principalmente antes da terceira dose da vacina;
    Aguarde um dia quente para banhar seu filhote e aproveite o horário mais quente do dia;
    Feche portas e janelas, fique longe das correntes de ar;
    Proteja os ouvidos do babie com algodão para não entrar água, evitando as otites;
    Use sempre água morna;
    Aproveite o banho para escovar os dentinhos do cão;
    Enxagüe bem, não deixe resíduo do sabonete ou shampoo;
    Seque bem, use toalha e finalize com o secador em temperatura média;
    Lembre-se: Antes de começar, separe tudo o que você irá precisar (shampoo ou sabonete, algodão para ouvido (deixe sempre mais algodão por perto, pois se bobear eles tiram e você terá que colocar outro), toalhas, escova e pasta de dentes para cães e secador), deixe tudo na mão, assim o magrelinho não ficará molhado e com frio esperando você achar a toalha.
    OUVIDOS

    É essencial limpar os ouvidos do seu cão semanalmente, se possível 2x por semana e após os banhos, evitando a famosa otite (inflamação dos condutos auditivos)

    Utilize produtos próprios para isso, existem diversos em pet shops ou então faça a limpeza com álcool 70%, o mesmo usado na assepsia de ferimentos. Eu prefiro o álcool, limpa melhor e é bem mais barato.

    Curei a otite do Zé esses dias, fiquei por um bom tempo usando um produto específico para cães e quando acabou, na correria optei por comprar o álcool 70% na farmácia. Coincidentemente ou não, a otite que eu tentava curar há meses com o produto pet, sumiu em menos de 10 dias com o álcool 70%.

    A otite é um problema comum, mas tem diversas causas associadas, vários problemas no organismo geram a otite, o que dificulta o tratamento. Em muitos casos não se consegue curá-la sem eliminar o fator causador.

    Os principais sintomas são: coceira nos ouvidos, agitação da cabeça, dor ao redor das orelhas, e a presença de secreção com mau cheiro nos ouvidos.
    Às vezes, quando a infecção ocorre de forma unilateral, ou seja, em apenas um dos ouvidos, o animal pode manter a cabeça inclinada para o lado inflamado. Umidade e pêlos nas orelhas podem predispor às otites.

    O Zé estava com otite bem leve e não demonstrava, não apresentava nenhum sintoma e mesmo assim foi difícil de curar. Eu só sabia por que encontrava sujeirinha todos os dias no ouvidinho dele. Faça o teste: Limpe o ouvido do seu cão e no dia seguinte limpe novamente, se tiver sujeira é provável que ele esteja com otite, leve-o ao veterinário que irá prescrever o remédio correto, conforme o grau da otite.
    O tratamento é tópico e utilizam-se pomadas terapêuticas e loções de limpeza. As otites externas são as mais comuns, porém quando não tratadas, podem evoluir para uma otite média e até interna, causando alterações e sintomas mais severos.

    O cão com otite pode sentir muita dor, é preciso tratar logo, mas o melhor é prevenir:

    Cuide da limpeza do canal auditivo do seu cão, limpe-o regularmente, 2x por semana;
    Durante o banho tome muito cuidado para evitar a entrada de água nos ouvidos, proteja os ouvidos com algodão;
    Animais que praticam natação devem ter as orelhas lavadas e bem secas após a prática;
    Só remova os pêlos se for necessário, caso o animal já tenha algum histórico de otite. Não é recomendável arrancar os pêlos como cuidado dos ouvidos, pois a irritação que este procedimento provoca, pode predispor a otite externa.
    DENTES

    O filhote trocará todos os dentes de leite pelos definitivos até os seis ou sete meses de idade.

    Nesse período de troca e até por mais tempo (provavelmente..rs) ele se comportará como um grande roedor, estará sempre procurando algo para morder. Ofereça a ele brinquedinhos de morder, embora muitos prefiram o pé da mesa, do sofá ou até mesmo daquele móvel antigo que você adora. Estimule-o com brinquedos, mas se prepare para alguns estragos em sua casa.. é normal, coisas de filhotes e adolescentes.

    Sobre a escovação, é importante habituá-los a escovação dentária, mesmo que o filhote ainda esteja com dentinhos de leite branquinhos. Problemas como tártaro são muito prejudiciais podendo causar até doenças do coração, o ideal é escovar os dentes do cão diariamente (no mínimo duas vezes por semana) com escova e creme dental especiais para animais.

    Em pet shops você encontra kits compostos por dedeira, creme dental e escova.. são excelentes.

    Os dentes de várias linhagens de galguinhos favorecem ainda mais o acúmulo de tártaro, atenção redobradada com seu Italian Greyhound.

    Os dentes da Grace (essa graça de whippet) são escovados desde quando ela chegou a sua casa. "Acostumei porque a cadelinha que tive anteriormente, nunca deixou que eu escovasse seus dentes, acarretando numa série de problemas dentários, um deles muito grave, onde a inflamação ultrapassou a pele da face, abaixo do olho, fazendo com que ela passasse por uma cirurgia de extração do dente doente e pontos.

    E a Grace escova até hoje, sem reclamar!!rsrs. E seus dentes estão sempre bonitos e fortes",
    se orgulha sua mamis, nossa Confrade Renata.


    Leia também Programa de Higiene Bucal, onde publicamos um programa divulgado pela DentalVet - Odontologia Veterinária que nos ensina a acostumar nosso cão a aceitar a escovação em 1 mês.

    ESCOVAÇÃO DO PÊLO

    Reserve um tempinho para escovar o seu cão, além de remover os pêlos, células mortas e sujeiras, você irá verificar a presença de pulgas e carrapatos. E além disso ainda é um momento extremamente prazeroso para o seu cão.. e pra você também, garanto.
    A escovação auxilia na saúde física e mental do cão, além de escovar, você cuida da higiene do seu melhor amigo, você ativa a circulação e faz uma massagem muito gostosa. Os nossos magrelos de pêlo curto podem ser escovados uma vez por semana, mas se puder mais vezes, até mesmo diariamente é melhor ainda.
    Escolha um local tranquilo, sem pressa, uma posição confortável para você e para o cão. Se tiver um solzinho, beleza. Converse com ele enquanto o escova, esse é um momento só de vocês e seu cão irá amar isso tudo. A escovação relaxa e acalma o cão e você.
    Pelagem bonita não requer banhos frequentes e sim escovações diárias, além (é óbvio) de uma alimentação balanceada, vacinação em dia e etc.
    VERMIFUGAÇÃO

    Muitos cães já nascem com vermes, transmitidos aos filhotes através da placenta da mãe, ou durante o aleitamento. É tudo muito fácil de tratar e de prevenir, mas é imprescindivel o acompanhamento do veterinario. Só ele poderá prescrever o vermífugo, a dosagem e quando administrar a 1º dose e as demais (em geral de 6 em seis meses ou até mesmo de 4 em 4 meses, dependendo do contato do cão com a rua). Essa questão é simples, basta seguir a orientação do veterinário que seu cão estará livre de muitas doenças.

    O cão pode se infectar ao ter contato com ovos ou larvas eliminados nas fezes de um outro animal contaminado.
    Fique atento.. fraqueza, vômito, diarréia, perda de peso, filamentos de sangue, muco ou estruturas semelhantes a sementes de melão nas fezes indicam a presença de parasitas. Não pense duas vezes, nesse caso procure o seu veterinário.

    Apesar de ser facilmente tratável, uma verminose não é algo banal, os vermes afetam a resistência do organismo deixando o cão debilitado, o que se torna um grande problema.

    Dirofilariose Canina (verme do coração)

    Lembre-se, ANTES de ir à praia, o seu cão deve ser medicado contra a dirofilariose.

    Alguns medicamentos para controle de pulgas e vermes possuem efeitos contra as larvas jovens da dirofilariose ou agem repelindo mosquitos. Estes medicamentos devem ser administrados mensalmente e prescritos pelo Médico Veterinário.

    A maioria dos cães infectados não apresenta sintomas até que a doença alcance um estágio avançado.
    A transmissão ocorre através de mosquitos transmissores, Os vermes chegam à artéria pulmonar e ao ventrículo direito do coração, gerando problemas cardíacos muitas vezes fatais, pois os vermes adultos medem de 15 a 30cm.

    Os sinais clínicos são tosse crônica, apatia, falta de resistência a exercícios, cansaço e perda de peso. Mas não se esqueça que a MAIORIA dos cães NÃO apresenta sintomatologia clínica.

    Então, se você frequenta com o seu cão ou reside em áreas litorâneas (ou próximas a represas, rios e lagos), é essencial um tratamento preventivo para o filhote com manutenção periódica. Se o seu cão já é adulto e nunca foi medicado preventivamente, converse com o seu veterinário, um cão aparentemente sadio pode estar infectado.

    ECTOPARASITAS (pulgas e carrapatos)
    Não tem jeito, contra pulgas a melhor arma é a prevenção, são os parasitas externos mais freqüentes. Estão em todos os lugares, no parque, na calçada, na praça, no canteiro e etc. Se o seu cão não estiver protegido, certamente voltará com pulgas do passeio, e basta ele trazer uma, “umazinha”, que você irá se arrepender por não ter optado pelo tratamento preventivo, que é bastante eficiente e mantêm nossos magrelos livres de coceiras, desconfortos, reações alérgicas e transmissão de vermes.
    Uma única pulga pode empestear a sua casa, principalmente os cantinhos ocupados pelos nossos amados. Por isso é importante “tratar” o cão e o ambiente.
    Inseticidas, vermífugos, dedetização periódica, sabonetes, shampoos, talcos, sprays, coleiras anti-pulgas, pipetas e medicamentos são aliados indispensáveis e permanentes na guerra contra as pulgas. Mas cuidado: Os galgos são alérgicos a uma série de produtos, com os filhotes o cuidado é ainda redobrado. NÃO coloque nenhum desses produtos no filhote sem consultar o veterinário.
    Eu uso no Zé a coleira Scalibor à base de Deltametrina que protege contra os mosquitos vetores da Leishmaniose e auxilia no controle de carrapatos e pulgas, eu simplesmente adoro essa coleira que age por 4 meses, mas embora ela não seja desaconselhável para os galgos (como a maioria das coleiras anti-pulgas) ela pode sim causar alguma reação, como aconteceu com a nosso whippet amiga Suzie.. isso vai de cão para cão. Sempre que se usa um produto inseticida no cão você deve ficar de olho e não é apenas na primeira aplicação. Já vi um whippet ter uma reação com o FrontLine que ele sempre usava.
    É preciso cuidado e monitoramente, observe o cão sempre que aplicar um anti-pulgas. Esses produtos são tóxicos, ou seja, veneno.
    Outra coisa: As coleiras são perigosas quando dois cães convivem juntos, pois um pode comer a coleira do outro.
    Uma dica para quem usa a Scalibur:
    A Jacque, dona da nossa amiga Phiorella, que me passou essa: Compre a coleira para cães de porte grande, você irá cortar e guardar a sobra (geralmente mais da metade) devidamente embalada e usar quando for necessário a troca, sem precisar comprar outra. Comprando uma única coleira você estará protegido por 6 meses.

    Vale lembrar que alguns produtos (como as coleiras) só matam as pulgas alojadas no animal, sendo que normalmente a maioria delas estão no ambiente. O combate às pulgas exige uma solução adequada, dependendo do grau de infestação, do tipo de ambiente, da raça do cão e do próprio animal que pode ser alérgico a algum produto.

    CARRAPATOS E PIOLHOS também são verdadeiras pragas e transmitem inúmeras e graves doenças. Felizmente a maioria dos produtos protegem contra pulgas, carrapatos, vermes e vários outros hóspedes indesejáveis. Pesquise bastante e não deixe de conversar com o seu veterinário, ele irá indicar o melhor produto para o seu cão.

    Amigos, ficou ainda mais claro a necessidade da escovação, mesmo nos nossos magrelos quase pelados. Escovando você se aproxima ainda mais do cão e faz uma bela inspeção.
    SEGURANÇA DO FILHOTE
    Devemos ter com os filhotes os mesmo cuidados que temos quando recebemos crianças em casa. Quem tem filho pequeno sabe que não pode deixar nada dando bobeira e que o mais simples objeto pode ser bastante perigoso. Evite acidentes:

    Retire do alcance do seu filhote objetos cortantes, pontiagudos ou produtos tóxicos. Retire todos os objetos com os quais ele possa se ferir ou até mesmo engolir;

    Mantenha a porta e o portão da rua fechados. Os galgos são a vida toda curiosos, mas os filhotes são extremamente xeretas. Uma porta aberta é um convite para um mundo cheio de novidades.

    Se o bebê tiver que ficar sozinho em casa, prepare o cantinho dele, certifique-se de que ele não corre nenhum perigo. Não deixe nada que ele não possa pegar à vista.. ele é capaz de escalar a sua estante para pegar seu celular.

    Cuidado com fios elétricos, eles adoram roer fios. Quando o Zé era criança eu desligava tudo da tomada quando tinha que sair, até a geladeira. Os fios eram uma verdadeira tentação para ele. Em casa eu me preveni bem, mas na rua vacilei.. certa vez o Zé levou um baita choque de uma árvore de natal na Rua da Consolação. Putz, foi terrível.

    Aliás o lance do choque me levou a outra dica de segurança, conduza sempre o cão (filhote ou não) na guia nos passeios na rua. Os galgos se assustam com extrema facilidade, é frequente o Zé tentar correr de uma simples folha trazida pelo vento. Nesse dia do choque, se ele não estivesse preso, teria corrido para a Rua da Consolação hiper movimentada, ou seja, coisa pior teria ocorrido.

    Cuidado com a alta velocidade. Veja o que diz nossa Confrade Renata: "A Grace quando filhote, descobriu um belo dia que corria com facilidade (mais que outros cães), corria muito! Pois bem. Como metida a espertinha que é, muito exibida, em uma praça onde tem aqueles parquinhos infantis, resolveu apostar uma corrida com um outro cãozinho. Final: não conseguiu parar, deu 03 cambalhotas e se ralou toda. A cicatriz ficou até hoje na pata tamanho foi o machucado.
    Temos que tomar muito cuidado com esta "correria toda", porque quando trata-se de brincadeiras, esses galgos são meio sem noção."

    É isso mesmo Renata, como diz um veterinário e amigo meu, os galgos só têm um único defeito de fabricação:
    "deveriam vir de fábrica com gaiola", aquela gaiolas de proteção, que tem em jipes..rs Deveriam mesmo, eu fecho até os olhos quando eles correm feito doidos.

    Ufa! Acabou? Não.

    Ainda faltam alguns tópicos, mas quero a ajuda de vocês antes de finalizarmos esse especial sobre Filhotes, me enviem mais dicas, cuidados e fotos com seus galgos que possam ilustrar nosso texto, não quero pegar fotos da net.

    E se alguém teve alguma experiência maravilhosa ou desastrosa com seu galgo ainda filhote, que merece ser contada nesse especial, é só falar. Eu incluo nos textos, da mesma maneira que fiz os comentários do Zé e da Grace. Adoro ouvir e compartilhar nossas experiências.

    Nosso email é contato@confrariadosgalgos.com.br .
    Mandem o que acharem interessante.

    Bjss