Bem a pedido da Débora fiz um Post com as diferenças observadas por mim entre o Afghan Hound e o Italian Greyhound, mas não me contive só a isso, e resolvi também falar um pouco da história de ambas as raças. O IG conheço a pouco e não sei tanto sobre ela como o Afghan então se estiver algo em desacordo por favor me corrijam. Me perdoem, pois o post ficou um pouco grande. Afghan Hound...
Originário do Afeganistão, tendo registros de sua existência desde aproximadamente 7 mil anos. É uma raça tão antiga que seu nome tribal era Barakazai, que quer dizer “Cão da Arca”.
Mas a raça só chegou a Europa com as Guerras Afegãs do século 19, e muito do que se poderia saber sobre esta raça foi perdido em guerras que assolaram a região do oriente médio. Somente em 1907 que a raça causou um impacto decisivo na Inglaterra com o lendário Zardin a ponto da Rainha Alexandre querer vê-lo. Na época, foi descrito como “o melhor Galgo oriental já visto na Inglaterra”. A raça chegou ao Brasil na década de 50.
Por natureza, é um caçador veloz, sua presa principal eram os felinos selvagens, o seu melhor sentido é a visão (comum em todos os galgos por isso chamado de sighthounds ou seja caçadores visuais).
Até hoje existe certa discução de quem veio 1° ou quem descendeu de quem, o Afghan do Saluki ou vice versa, pois ainda não está claro onde termina a raça Afghan de pelagem escassa e onde começa a raça Saluki de pelagem compacta.
É um cão aristocrático sem dúvida e com uma altivez fora do comum. É uma raça incomum, que foge dos padrões. Possui uma pelagem incomum a uma raça, seus pelos são retos, lisos e sedosos e quando cuidado podendo chegar ao seu apogeu la pelos 5 anos, um outro detalhe único a maior parte de seu pelo é composto por subpelo e ele é maior que o pelo normal. Alguns possuem uma barbicha e que é chamada de mandarim “tive a sorte do Orfeu possuí-la”. E não para por ae o pelo das costas são curtos e mais escuro que o resto da pelagem indo até a ponta da cauda que é fina e em forma de um ponto de interrogação.
Outra característica da raça e que já virou lendário é o hábito de afastar a cabeça caso um desconhecido tente acariciá-lo, mas não é o fato de serem metidos, mas é por causa de sua visão que é muito aguçada. Como qualquer galgo a sua estrutura é refinada, é um cão que impressiona pelo seu tamanho, principalmente os machos que podem chegar a 74 cm até a cernelha.
O seu temperamento é bem parecido como a de um felino, não é um cão que vai lhe seguir o tempo tudo e sim te observar de longe, e nem fazer uma festa de 2 horas quando você chegar. No máximo uma festinha de poucos minutos, e mesmo não demonstrando o seu amor pelo dono como um Poodle ou um Pastor faz é uma cão que muitas das vezes recusa até comida na ausência do dono ficando para baixo quando a sua ausência é longa, é um cão de um dono só e é ele que escolhe você e não o contrario.
É um cão insubmisso e que não aceita nada aos berros e que não costuma fazer nada que para sua visão não há sentido, o que fez ser tachado de raça mais burra do Planeta, mas é um cão inteligentíssimo, sua natureza é auto-suficiente. É um cão que se fosse obediente e submisso aos comandos não poderia resolver problemas, enfrentar novas situações e nem agir estrategicamente diante delas.
No passado era um cão de caça, o caçador não o comandava, só o seguia, o Afghan era o senhor da situação, decidia o caminho, desviava dos desfiladeiros e outros obstáculos comuns ao terreno acidentado das montanhas. A raça que viveu com povos nômades desenvolveu artimanhas de sobrevivência como roubar alimentos, preciosidades e até cavalos, tinha a capacidade de não ser surpreendido.
Os meus sempre roubaram as coisas aqui na minha casa e na minha irmã também. A minha 1° Afghan esperava eu fechar a porta da sala para entrar na cozinha cansei de surpreendê-la, ou ficar deitada como se nada tivesse acontecendo para quando virasse as costas roubar coisas da pia. O Orfeu também é um ladrão nato, costumo dizer que é uma raça muito sonsa e que quando é pego fazendo algo errado ele sabe mas te olha como se diz – o que foi? Não to fazendo nada, não fui eu.
Como disse antes é uma raça que faz o que quer, não que isso seja um problema, mas certas coisas para quem quer ter um deve saber como, por exemplo, camas e sofás. Não adianta eles tomam conta deles sim e outra coisa Afghan é sinônimo de coleira, pois eles quase nunca atendem o chamado, querem mais é voar e isso eles sabem fazer muito bem. Essa semana mesmo o Orfeu fugiu por descuido do meu pai, ele viu um cachorro e disparou em cima dele e sumiu.
Embora forte, independente e inteligente, o Afghan é normalmente tímido e sensível a reprimendas agressivas. É um cão que compreende muito bem a entonação de voz, e muitos que não sabem disso estragam o temperamento dele deixando-o arredio e distante das pessoas.
É uma raça que vive muito bem em ambientes pequenos, pois são sossegados a não ser quando filhotes né, dizem que por volta dos 10, 11 meses eles passam por uma fase tipo “adolescência” e realmente é a pior, pois eles aprontam mesmo. O Orfeu até no xixi rolou, comeu controle remoto, o telefone da sala e revistas. Pintou o 7 e não adianta repreender, mas isso passa logo. É um cão que precisa se exercitar eu mesmo sempre caminhei com meu cão, não passeio, mas caminhada mesmo e sempre o solta na quadra em frente ao meu prédio, onde ele descarrega sua energia correndo de lá para cá ou brincando com garrafas pet que ele adora.
A raça mesmo quando doente, demonstra alta capacidade de recuperação. Possuem a sensibilidade natural dos Galgos a pesticidas e a anestésicos. Então tomem cuidado.
Sobre a pelagem, necessita de cuidados e muitos especialistas a consideram a mais difícil de manter. Eu particularmente não a acho, é obvio que precisa ter alguns cuidados caso queira manter um cão com a pelagem impecável, tipo de exposição, bem os meus eu mantive assim, uma que tinha tempo e disposição para tal coisa e também trabalhava com isso, ajudando um amigo handler.
Os cuidados necessários são escovação diária ou dia sim dia não, a Jhãnsi embolava muito o pelo, então tinha que escová-la todo dia. Já o Orfeu quase não embolava então só escovava as orelhas e o topete já que ele usava a famosa toca, que é outro detalhe, se você quer orelhas enormes e um topete magnífico tem que usá-la, pois se não o próprio cão as mastiga ou vive molhada o que da mau cheiro e até fungos, é lógico que sempre estava cuidando dos ouvidos já que a raça é propensa a otites. No calor eu tinha o cuidado de deixar eles sem ela e usava elásticos ou papelotes, mais sempre supervisionando.
Sobre o banho, o ideal é semanal ajuda a crescer o pelo e você pode acompanhar melhor se há carrapatos, pulgas ou alguma dermatite. Entre o banho, escovação vão-se umas 3 horas do seu dia. Penso que tem que gostar mesmo ou ter grana para mandar ao pet shop, coisa que nunca fiz. Para mim era o meu momento com eles. Da trabalho? Da! E muito. Mais é recompensador ver o desenvolvimento da pelagem. Isso demora, não é com 2 anos que a pelagem fica enorrrme e sim la com seus 5 anos, quebrei muito a cara com produtos no começo e considero os de uso humano os melhores. É lógico que tem os importado para cães e próprio para exposição, são ótimos e carérrimos. Mais os de humanos com PH neutro e de qualidade são ótimos como o Pantene e a linha importada Paul Mitchell fazem milagres também.
Italian Greyhound...
É conhecido como "Pequeno Lebrel Italiano" ou "Galgo Italiano". Na Itália seu país de origem é chamado de Piccolo Levriero Italiano é o menor dos galgos não passando de 38 cm.
Possui uma origem tão antiga quanto a dos grandes Greyhounds, pois é uma raça muito antiga, descende de pequenos galgos do Egito antigo. A raça parece ter chegado à Itália via Lacônia (Grécia) por volta do século. 5 a. C. A raça não mudou muito desde então se tornando somente um pouco menor.
A raça sobreviveu por séculos, tornando-se a preferida da Nobreza Européia. Esteve em cortes como a do Rei Charles I, Rainha Vitória, Frederico o Grande, Catarina a Grande, Princesa Ana, os Medici, os Gonzaga, os Sforza, Luiz XIV e etc. Os maiores mestres da pintura européia o pintaram. Do gótico ao neoclássico foi à raça mais reproduzida de todos e sempre acompanhada da realeza, são criaturinhas frequentes em pinturas renascentistas como nas de Giotto, Carpaccio, Memling, Van der Weyden, Gerard David, Heeronymus e outros.
As duas Guerras Mundiais favoreceram a quase extinção da raça. Depois das guerras, a Inglaterra importou dos Estados Unidos uma linhagem nova e de altíssimo nível. O primeiro Italian Greyhound foi registrado nos EUA em 1886. A raça chegou ao Brasil em 1981 e um dos introdutores da raça foi cinófilo Claudio Gamatti, de São Paulo.
Um grande impasse da raça é sobre as marcações, pois a FCI e que é responsável pela CBKC no Brasil só aceita cores solidas e aceitando branco apenas nos pés ou no peito, o que não é o caso. Por exemplo, da AKC dos Estados Unidos representada aqui pela ACB e aceita os brancos e bicolores (eu particularmente amo os bicolores e ainda terei um) “os bicolores são registrados normalmente pela FCI/CBKC, mas não podem participar de exposição”.
Possui uma docilidade inata, com a pouca experiência que estou tendo com a raça posso notar isso e simplesmente não tem cheiro de cachorro e praticamente não solta pelos. São muito limpos e adora o conforto acho que é o mal dos galgos né. São muito brincalhões e tem um pique fora do comum. Como já tinha ouvido falar adora lugares altos mas tenho tomado cuidado com isso, pois ainda é bem novo e pode sofrer alguma queda e fraturar um osso.
É gentil com todos que chegam aqui e fica dando pulinho querendo atenção. Me segue o tempo todo e adora contato físico, com estranho ele olha, da uma escondidinha mais rapidamente perde a timidez. Mas levo em conta que ele ainda é filhote, depois acho que a tendência é não dar tanta confiança assim. Com outros bichos a primeira coisa que fez foi rosnar, mais foi só eu o soltar que ele achou que estava em casa e logo foi fazendo amizade. Às vezes tenho que dar uma segurada de tanto que ele perturba os outros, pois quer só brincar.
Não que seja um cão latidor, coisa que não é, mas late sim, levando em conta que é um filhote e é uma raça pequena que na maioria das vezes são mais falantes do que as outras. Também não é um cão muito obediente. Embora seja muito independente parece necessitar muito de nossa presença. Não é uma raça que gosta de ficar isolada.
Trabalho com pelagem e cuidados especiais, nenhum, o que não é bom é a raça não ficar muito exposta ao sol já que possui pouquíssimo pelo. É um cãozinho muito veloz me surpreendo pelo sua agilidade já que ele ainda é um filhote. Então mesmo isso valendo para todos os cães que lugar de cão é na guia e não solto na rua para o IG. Isso é importantíssimo já que são muito rápidos. A raça é uma saltadora nata e mesmo sem impulso atingem facilmente uma certa altura que pra outros cães é impossível.
Uma dica, por ter ossos longos e finos é bom tomar cuidado com saltos e momentos de muita euforia, pois não são raros fraturas de ossos na raça. Li que algumas poucas linhagens possuem pré-disposição à fratura das pernas devido à falta de densidade óssea.
Percebi que são cães bem insistentes e que às vezes é difícil ignorá-lo. Porém temos que ser energéticos com o NÃO. São um pouco possessivos com a gente mas não a ponto de agredir o outro animal. São muito curiosos e li que gosta de colocar tudo na boca. Tenho percebido isso mesmo rsrsrs
Bem tenho percebido tanto no dia-a-dia como em minhas pesquisas que embora sejam galgos e tenham muito em comum há muita coisa diferente.O Afghan é um cão bem silencioso e na dele, não necessitando de nossa atenção o tempo todo, nos observa de longe e mesmo distante você vai perceber que ele está te vigiando.
Já o IG é mais elétrico, tipo topa tudo, é mais grudento. Às vezes você tem que ignorá-lo. Para mim está sendo bem diferente, pois sempre convivi com afghans que tem seus momentos de euforia mas não perdem a magestade e sempre convivi com gatos também, mas essas explosões sei que irão passar, pois ele ainda está naquela fase de filhotes.
Uma outra coisa que notei em comum nos galgos que são muito escandalosos, por exemplo, se machucam e fazem um escândalo que parece que arrancaram a perna. São muito independentes, orgulhosos e teimosos parece que se magoam a toa. Querem sempre estar conosco, como o IG. Não chegam a ser como a maioria das outras raças. Nos amam sem nos sufocarem.
Bem esse é o meu testemunho de ambas as raças e continuo a dizer que os galgos são as melhores raças...
Fonte:
Site: www.galgos.com.br
Revistas: Revistas Cães e Cia, Caninas
Outros: Grande Enciclopédia dos cães, O Afghanhound









.jpg)


